09 de julho de 2026
Geral

Sindicalistas se solidarizam com líder preso do MST

Redação
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Cerqueira César - Diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região-Sinserm e advogado da Comissão de Direitos Humanos da OAB-Bauru foram, ontem, até a cadeia pública de Cerqueira César para prestar solidariedade ao líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Miguel Serpa, que encontra-se preso naquela cidade.

O objetivo, além de demonstrar solidariedade, era verificar em que condições Serpa está detido. Para os dirigentes sindicais, é inaceitável que a reforma agrária seja tratada como questão criminal, e não como um tema social e político.

Serpa, está preso na cadeia pública de Cerqueira César, desde anteontem. Ele foi condenado, a dois meses, em regime semi-aberto, sob a acusação de esbulho (roubo), num processo-crime de 1999. Como não é primário, foi recolhido à cadeia e terá de cumprir pelo menos um terço da pena. O Departamento Jurídico do MST tenta junto à Justiça um habeas-corpus para tirar Serpa da prisão. A denúncia que originou o processo crime foi feita pelo então dono do sítio onde Serpa teria cometido o crime. Logo depois, a área em questão era declarada passível de desapropriação e hoje é um assentamento. O processo-crime contra Serpa correu à revelia.