11 de julho de 2026
Geral

Fiat investirá R$ 400 milhões no Brasil

**Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 3 min

A Fiat investirá R$ 400 milhões no mercado brasileiro este ano. A revelação foi feita pelo superintendente da montadora na América Latina, Gianni Coda, no lançamento do novo Fiat Marea, nesta semana, em Porto Seguro (BA). De acordo com ele, o dinheiro será utilizado, principalmente, em desenvolvimento de produtos e no lançamento, no segundo semestre, do utilitário Doblò.

Além disso, o Uno Mille com motor Fire, um veículo projetado para ter baixo consumo de combustível, também deverá chegar ao mercado neste ano. Nesta semana, além do novo Marea, a empresa, também, apresentou o novo Brava. Nesta esteira, a montadora, que completará, em 2001, 25 anos de Brasil, também montará o Siena no País, deslocando parte da produção da Argentina, reduzindo as importações do modelo. Atualmente, a unidade da daquele país produz 4 mil Siena. A intenção é voltar para 2,5 mil, como o previsto inicialmente para aquela planta.

Somente neste ano, a Fiat já contratou 500 novos trabalhadores para sua indústria em Betim (MG). De acordo com Coda, a área de pintura daquela planta está recebendo um investimento de R$ 10 milhões, o que deve aumentar a capacidade diária, em setembro, de 1,8 mil para 2 mil unidades.

Para o superintendente, apesar do cenário econômico difícil, com a crise da Argentina, oscilação da Bolsa de Valores nos Estados Unidos, alta dos juros, alta do dólar e crise no setor energético, o mercado nacional deve manter a projeção de fabricar 1,6 milhão de veículos. A previsão da Fiat é produzir 500 mil veículos, dos quais 90 mil para exportação.

A Argentina, em razão da crise, deve ter um encolhimento de mercado, segundo Coda, reduzindo de 200 mil veículos, em 2000, para 180 mil este ano.

Energia

O superintendente da Fiat disse que a empresa não deverá ter problemas para cumprir a redução de 15% no consumo de energia elétrica, como determinado pelo ministério do apagão. Para atingir tal objetivo, a empresa está adiando, para o final do ano, as férias coletivas, de 20 dias, de seus trabalhadores de Betim, que seriam em julho. Para compensar essa parada, seria necessário o trabalho em todos os sábados, até o final do ano, além das horas extras. Mesmo cumprindo a meta do plano de racionamento, a empresa não prevê queda na produção de seus veículos em 2001.

Da economia necessária total, cerca de 6%, diz Coda, podem ser obtidos com medidas simples de contenção nas linhas de produção e área administrativa. Para completar, a empresa já comprou quatro geradores de energia que, aliados com a redução do trabalho aos sábados e das horas extras, devem promover a economia de 15% sem a conseqüente perda de produção.

Com isso, foi descartada a possibilidade de que ocorra, como chegou a ser previsto pela Fiat, o redirecionamento de parte da produção da família Palio destinada à exportação para unidades industrias da Turquia e de Polônia, que também montam os modelos.

Além disso, Coda descartou a possibilidade de que a Fiat venha a produzir no Brasil o motor 1.6, que equipa, por exemplo, o Brava, e será utilizado pelo Doblò (que também virá com as versões 1.0 e 1.3). De acordo com o superintendente, o volume necessários para todos os modelos que utilizam esta unidade propulsora ainda não é suficiente para instalar uma planta específica. Assim, os motores continuarão a ser importados da Itália.

**Enviado Especial a Porto Seguro