Usinas são responsáveis por 97% da energia elétrica consumida no Brasil, que pouco usa energias alternativas
As dimensões continentais do Brasil e a grande quantidade de bacias hidrográficas determinaram, desde o início do século passado, a adoção de usinas hidroelétricas como modelo nacional de geração de energia.
Os governantes acreditavam que o fato de haver água em abundância fazia da usina hidroelétrica a maneira mais barata e econômica de obter eletricidade.
Essa crença foi alimentada de tal maneira que, atualmente, 97% da energia consumida no País é produzida por meio de hidroelétricas.
No Brasil, há dois tipos de usinas hidroelétricas: com reservatórios de acumulação, que geram energia a partir da água acumulada em reservatórios plurianuais; e a fio dágua, que distribuem-se ao longo do rio sem ou pouco acumular água.
No geral, as usinas hidroelétricas estão localizadas em lugares distantes dos centros consumidores, como cidades e indústrias.
Em razão disso, o setor elétrico é parcialmente interligado por meio de sistemas de transmissão, para garantir que a maioria dos centros de consumo recebam energia, mesmo que a linha de atendimento que originalmente os atendam seja interrompida.
Futuro
Estudos do Ministério de Minas e Energia apontam que as fontes hidráulicas continuarão a desempenhar papel importante no atendimento à crescente demanda de energia por, pelo menos, mais duas décadas.
A estimativa se baseia na avaliação de que apenas 25% de todo o potencial hidroelétrico são utilizados pelas usinas. A manutenção do modelo hidroelétrico, no entanto, dependerá, também, dos investimentos em operação, expansão e, principalmente, interligação da rede.
Atualmente, o Brasil tem 61.519 quilômetros de linhas de transmissão com tensão igual ou superior a 230 kV, que atendem 41,4 milhões de consumidores e resultam no faturamento de R$ 22 bilhões pelo setor elétrico.