08 de julho de 2026
Geral

Cidade se prepara para encarar o caos energético

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Prefeitura, comércio e indústria se preparam para poupar, enquanto PM fica na retaguarda para coibir crimes

Para se adequar ao racionamento, Bauru encontra-se mais escura há dez dias. A menor luminosidade se deve à redução do número de lâmpadas acesas nas ruas e praças, medida que foi decidida em conjunto pela Polícia Militar, Prefeitura, Federação das Associações de Moradores e Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).

Até final de junho, todas as praças, com exceção da Rui Barbosa, terão 50% de suas lâmpadas apagadas. Medida semelhante deve ser tomada em relação às ruas, resultando no desligamento de um terço de todas as 32 mil lâmpadas das vias públicas locais.

O objetivo é reduzir 35% do total da iluminação pública da cidade, resultando na economia de 650 mil kWh de consumo de energia.

Com exceção dos locais com concentração de veículos e pessoas ou ermos, a CPFL está desligando uma a cada três lâmpadas. Até o momento, o desligamento tem sido feito de maneira gradativa em áreas comerciais. Os últimos setores a sofrer redução de iluminação serão os residenciais.

Para colaborar com o racionamento de energia, representantes do comércio decidiram mudar o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais do Calçadão de Bauru. Desde ontem, as lojas atendem das 9 horas às 18 horas, uma hora a menos. O objetivo dos comerciantes é reduzir em 7% o consumo de energia no Calçadão. Para tanto, até mesmo as luzes de néon das coberturas das quadras foram desligadas.

Órgãos públicos também estão colaborando para minimizar a crise energética. O Fórum de Bauru alterou seu horário de expediente, antes definido das 9 horas às 19 horas, para de 8 horas às 17 horas; e desativou lâmpadas freezers. Já a Prefeitura de Bauru pretende substituir 25 mil lâmpadas de vapor de mercúrio por modelos de vapor de sódio. A troca deve resultar em gasto estimado em R$ 2,15 milhões, e resultar em economia anual de R$ 480 mil. Além disso, o prefeito Nilson Costa baixou portaria com medidas internas de contenção e racionalização do uso de energia nos prédios públicos, que devem ser seguidas por funcionários e ocupantes de cargo de confiança.