08 de julho de 2026
Geral

Dise desbarata disk-pó em Bauru

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Dise apurou que o usuário ligava para um telefone celular e dizia a senha, a palavra lanche, para receber cocaína

A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru, com a apreensão de cinco papelotes de cocaína e a prisão de uma pessoa, anteontem à noite, acredita ter desbaratado um disk-pó que estaria funcionando em Bauru. De acordo com a Dise, o disk-pó funcionaria da seguinte maneira: o comprador da droga ligava para um telefone celular, dizia a senha pré-combinada e a quantidade pretendida de cocaína.

A senha, usada por um policial da Dise que se passou por comprador e assim conseguir flagrar o tráfico, era lanche. Se o comprador pretendia uma porção de cocaína, pedia um lanche; se queria duas, dois lanches, por exemplo. A entrega da droga, conforme apurou a Dise, era feita pelo próprio rapaz que atendia a ligação e no local combinado pelo usuário.

O delegado-titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos, disse que tem informações de que o disk-pó abastecia usuários de cocaína do Jardim Araruna, Vila Santa Luzia e também bairros da Zona Sul. A Dise prendeu A.D., 27 anos (só iniciais do nome divulgadas) sob a acusação de estar operando o disk-pó e ser a pessoa que entregava a droga aos usuários.

Segundo contou José Henrique, já há algum tempo a Dise tinha a informação da existência do disk-pó. No entanto, não sabia o número do telefone celular e a senha usada para a compra da droga. Nos últimos dias, no entanto, denunciantes anônimos, por telefone, informaram à polícia o número do telefone e a senha.

Passando-se por um usuário, um policial da Dise ligou para o número obtido e disse que queria cinco lanches e marcou um local para entrega, no Jardim Araruna, próximo à residência de A.D. O rapaz foi ao local indicado e foi autuado em flagrante por tráfico de droga. As cinco porções de maconha foram apreendidas próximo ao rapaz, no chão.

De acordo com José Henrique, a droga foi jogada no chão quando o policial identificou-se. O rapaz foi encaminhado à Dise, onde foi autuado por tráfico de drogas e encaminhado à Cadeia Pública de Bauru. Se condenado, A.D. pode pegar de três a 15 anos de prisão.

Durante a elaboração do boletim de ocorrência, o celular de A.D. tocou várias vezes e todos os números foram listados pela Dise, que vai investigar qual a relação dessas pessoas com o acusado. O delegado ressaltou que as denúncias recebidas pela Dise, anônimas ou não, são de grande importância e têm ajudado a reduzir o tráfico na cidade. O telefone da Dise é o 234-3477.