08 de julho de 2026
Geral

Evolução do mercado possibilita

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

O diretor-excutivo de marketing e publicidade da Editora Globo, Paulo Gregoraci, disse, ontem, em Bauru que a competição e a evolução do mercado têm aberto espaço para os pequenos anunciantes. Hoje as opções são maiores, existem alternativas. Independente de ser pequeno, quem não pôr a cara no mercado sabe que o concorrente vai fazê-lo, afirmou.

Ex-diretor de diversas grandes agências, ele esteve ontem de manhã na Universidade do Sagrado Coração (USC), onde falou para uma platéia de cerca de 300 pessoas. O tema da palestra do executivo foi atendimento comercial.

Na palestra, ela falou da importância de agências e veículos estarem em sintonia e criarem opções individualizadas para os clientes. Gregoraci também defendeu o treinamento dentro das empresas, a autonomia do profissional para fechar negócios e a formação de talentos dentro de casa. Os profissionais recebem a informação na universidade, mas aprende no dia-a-dia. Na Globo, estamos colocando os novatos para trabalhar com os pequenos anunciantes e agências. Tomando contato com as dificuldades é que crescemos, ensina.

Depois da palestra, antes de abrir para perguntas, ele exibiu comerciais criados para a revista Época, falou do mercado de revistas e comentou a política de deixar as agências à vontade para criar anúncios não-convencionais. Gregoraci também comentou a importância de realizar promoções, sem que, contudo, elas roubem a cena do produto e se tornem o principal atrativo.

Mercado morno

O executivo qualificou o primeiro semestre como morno para a publicidade. De acordo com ele, os motivos são vários: Existe uma crise econômica nos Estados Unidos que faz com que as multinacionais reduzam seu investimento. Ao mesmo tempo, existe a crise na Argentina que afeta o Brasil. Fora isso, os recentes problemas políticos abalaram o mercado, afirmou.

Gregoraci também disse que, no ano passado, as guerras entre anunciantes de cerveja, telecomunicações e sabão em pó, entre outros, mantiveram o setor em alta. Ele afirmou que um novo problema surge com a ameaça dos apagões. Com o racionamento, as empresas ficam mais preocupadas com a economia de energia que com a publicidade, lamentou.

Segundo ele, o mercado de Internet ainda é uma promessa para o futuro. É preciso um treinamento maior para anunciantes e veículos para que os anúncios na Internet caminhem para a interatividade. Da maneira como está hoje, os banners são simplesmente jogados e ficam como rodapés de jornal, argumentou. Para ele, o crescimento de opções para os anunciantes denotam uma evolução da propaganda, mas o mercado ainda precisa de mais organização.