08 de julho de 2026
Geral

CAMPEÃO DOS CAMPEÕES

Fernando Lucilha Júnior
| Tempo de leitura: 3 min

Os anos correram céleres desde aquele remoto 1954. As glórias passadas iam sendo rememoradas uma a uma e ficando quase esquecidas na memória dos mais velhos. Os corintianos de pouca idade ouvem extasiados as narrativas sobre os feitos de Baltazar, o cabecinha de ouro, Gilmar, o grande guarda-metas, Cláudio, excelente cobrador de faltas, Luizinho, o pequeno polegar, grande artilheiro, e tantos outros. Tivemos a felicidade de presenciar, embora na tenra idade, alguns jogos inesquecíveis desta não tão distante época. Um pouco mais recente, não podemos nos esquecer do Flávio, o minuano e de Paulo Borges, que quebraram aquele amargo tabu (1968) de não vencer o fantástico Santos de Pelé por anos seguidos. Impossível esquecermos Rivelino, o garoto do Parque. E de lá para cá, passando pelo sensacional 13 de outubro de 1977, muita luta, muita alegria e muita tristeza acompanharam nosso coração alvi-negro. E o tão esperado grito brotou da garganta! A alegria maior explodiu! As lágrimas não faltaram! Um grande sonho tornara-se realidade: Corinthians - Campeão Paulista, após uma longa espera de 23 amargos anos. Este mesmo sonho nos acalentara com a mesma esperança um pouco antes (1976) no Maracanã, naquela espetacular partida contra o Fluminense que tinha em suas fileiras, o então apóstata Rivelino. O maior estádio do mundo parecia uma bomba alvi-negra prestes a explodir! Era um só coração a pulsar! Naquele dia o carioca se sentiu pequeno diante do gigantismo de uma torcida monumental. Era uma força chamada Corinthians! Um brado de guerra! Um hino de amor! Uma canção de fé! Não nos esqueçamos dos heróis Wladimir, Vaguinho, Zé Maria (o Super Zé), Palhinha e tantos outros, além dos memoráveis Sócrates, Casagrande, Zenon, Ataliba e Biro-Biro que sustentaram a célebre Democracia Corinthians de 1982/1983 (Bicampeonato). Nosso valoroso Viola que nos deu o título em 1988 contra o Guarani. O grande batedor de faltas Neto, o talismã Tupãzinho e tantos outros. E na proximidade do novo milênio as conquistas do Timão nos levaram à loucura! Foram tantas! Campeão Paulista, Bi-Campeão Brasileiro e Primeiro Campeão do Mundo! Já, no engatinhar da nova era, no século 21, o 24.º título Paulista, conquistado até com certa facilidade diante do frágil Botafogo de Ribeirão Preto, dando-nos a hegemonia do Futebol Paulista. E pensar que saímos praticamente derrotados no início, com uma série de derrotas consecutivas que traziam tristeza ao nosso coração, e alegria para os anti-corintianos. Mas hoje somos impávidos! Temos brilho próprio, como sol a espargir sua luz dourada pelos caminhos do mundo! Ao som do nosso hino, a vida nos é fácil e nosso sorriso é o de um campeão! Nossa homenagem aos valorosos guerreiros, de Maurício a Gil, nosso abraço para a imensa nação corintiana, lembrando que ser corintiano é ser incentivo, é ser aplauso, é ser grito, é ser aclamação, é ser chama, é ser entusiasmo, é ser sino que conclama, é ser cristal que vibra, é ser ouro que esplende, é ser suor que comprova, é ser sangue que alimenta, enfim, é ser vida que dá vida! E aí está, inevitavelmente, o nosso Coringão, Campeão Paulista de 2001! Saravá, meu campeão!!! (Fernando Lucilha Júnior - RG: 5.023.414)