07 de julho de 2026
Geral

Em confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

O GRANDE VERDÃO

Num jogo com quatro gols e muita emoção, Palmeiras, com justiça, eliminou o time de Luís Felipe Scolari. Mais emocionante ainda foi a disputa por pênaltis, que teve o goleiro Marcos como o principal herói. Conseguir a classificação em cima do Cruzeiro e dentro do Mineirão não é fácil. O jogo prometia muitas emoções, já que os dois times enfrentaram-se muitas vezes em jogos decisivos nos últimos anos, e desta vez lutavam por uma vaga nas semifinais da Libertadores. Como no jogo de ida houve empate de 3 a 3, as duas equipes sairam em busca da vitória, apesar da forte marcação dos dois lados. O Cruzeiro começou com tudo, pressionando, e logo aos 5 minutos abriu o placar, através de Alessandro. Apesar do gol sofrido e do pênalti perdido por Alex, o Palmeiras não se intimidou e melhorou no segundo tempo com Tuta e Basílio nos lugares Juninho e Fábio Júnior. Arce, especialista em cruzamentos, empatou, de falta, Cris desempatou, mas o Verdão continuou levando fé em seu taco. E a 5 minutos do fim, chegou ao heróico empate: Arce cobrou falta e Alexandre completou de cabeça. Pedro Macéa deixava o Imprensa Bar, após pênalti desperdiçado por um palmeirense. Mas na sequência, Marcos Paulo errou a cobrança decisiva para o time mineiro e o palmeirense Pedrão voltou correndo para ver mais uma penalidade para o seu time. E aí Munõz fez sua parte, marcando o gol da classificação do grande Verdão.

DE BOM TAMANHO

A Seleção Brasileira jogou o suficiente para derrotar a Seleção de Camarões por 2 a 0, em sua estréia na Copa das Confederações. Depois de um primeiro tempo medíocre, o Brasil melhorou muito no segundo tempo, quando marcou os gols. Mesmo não tendo uma grande atuação, a vitória deixa os brasileiros com boas chances de conquistar o primeiro lugar do grupo B, já que Camarões, atual campeão olímpico, era considerado o adversário mais difícil da nossa Seleção na primeira fase da competição. O jogo começou equilibrado, com as defesas prevalecendo sobre os ataques. Sem criatividade, as duas equipes fizeram um primeiro tempo arrastado e com muitas faltas. No segundo tempo, com as alterações feitas pelo técnico Emerson Leão (Fábio Rochemback no lugar de Vampeta e Carlos Miguel no de Vágner) o Brasil passou a dominar o jogo e não demorou muito para marcar, através de Washington e Carlos Miguel. Depois disso, Camarões partiu desordenadamente para o ataque, deixando espaços para a equipe brasileira, que quase fez o terceiro. Ramon cruzou da esquerda e Sonny Anderson tocou para fora depois de nova rebatida do goleiro. Por sinal, Anderson continua devendo uma boa atuação na Seleção. O Brasil ainda teve mais uma oportunidade com Ramon, mas o placar de 2 a 0 já estava de bom tamanho para a estréia.

IRRITAÇÃO

O presidente da Federação do Rio de Janeiro, Eduardo Viana, prestou depoimento na CPI do Futebol. O dirigente conseguiu irritar vários senadores pelo fato de não apresentar resposta concreta para diversas perguntas feitas. O relator da CPI, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), abriu a sessão fazendo um desabafo contra as dificuldades criadas pela Federação comandada por Caixa DÁgua para liberar documentos relativos à contabilidade da entidade. PREOCUPAÇÃO

Apesar do racionamento de energia elétrica, os Jogos Regionais deste ano estão confirmados para Bauru, em julho. Esse impasse foi solucionado mas o esporte bauruense continua em situação precária. Estamos na metade do ano e até agora, as modalidades não receberam um centravo sequer do município. Por sinal, o contrato para a liberação das verbas nem foi assinado ainda. A situação é preocupante por demais, porque o prazo para o registro de atletas para os Regionais, se não me engano, termina hoje, e nenhuma inscrição foi feita. Conheço atleta que não tem dinheiro nem para pagar a prestação do tênis que comprou.

DÁ-LHE PARQUINHO

O Parquinho está buscando parcerias, visando se fortalecer ainda mais para tentar o título da Copa Ajax, o grupo de elite do Campeonato da Liga Regional de Futebol de Bauru (neste fim de semana, publicaremos matéria sobre o assunto). Ah, no próximo dia 9, o tricolor do Parque Vista Alegre fará uma feijoada. Obrigado pelo convite e um forte abraço ao Branco, Pasqual, Caco, Beto, Benê, Valdenir, Tutu, Teixeira, Rinaldo, Orlando, Carlão e Paulo Madureira, cardeais do Parquinho.

ALÔ XARÁ

Recebo e-mail do jornalista Léo Freitas, da TV Progresso (Rede Globo) de Rio Preto. O xará acompanha essa coluna diariamente pela Internet.

ARRASO

Após uma péssima temporada no ano passado, finalmente o brasileiro Fernando Meligeni voltou a mostrar o tênis que o levou às semifinais de Roland Garros em 1999. Ele derrotou o também jovem, mas experiente Nicolas Lapentti, 26º do ranking de entradas, especialista em saibro, por 3 sets a 0. Fininho simplesmente arrasou o equatoriano: 6/0, 6/1 e 6/3.

MEMÓRIA

Como ninguém queria ser presidente do Tupã, o técnico de futebol e oficial reformado da Polícia Militar, Walter Zaparolli, assumiu o cargo. E Tonho é o técnico. Os dois trabalharam no Noroeste em 1983. Aliás, naquele Campeonato da Segunda Divisão o Norusca teve três treinadores. O primeiro foi Valter Ferreira, na fase classificatória. Tonho assumiu no quadrangular decisivo mas o time ficou atrás do XV de Piracicaba. Naquele ano só o primeiro colocado era promovido à Primeirona, enquanto o segundo colocado enfrentava o penúltimo da divisão principal. Na véspera do jogo contra o Bandeirante, pela penúltima rodada do quadrangular, Tonho foi dispensado e Zaparolli comandou o time no tumultuado jogo em Birigui. O Noroeste venceu por 1 a 0, mas no rebolo, perdeu para o Taubaté em Campinas, e o clube do Vale do Paraíba permaneceu no Paulistão.