A Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho estima um reaquecimento importante na oferta de vagas por conta das obras do Hospital Regional e Aeroporto Estadual. Mercado estaria tendo a melhor reação dos últimos quatro anos
Trabalhadores da construção civil, preparem-se. A retomada da grandiosa obra do Hospital Regional, bem como a continuidade do Aeroporto Estadual, promete abrir vagas de emprego no setor, que, em Bauru, é o segundo em número de oferta de postos de trabalho depois do parque industrial. A boa perspectiva, porém, deve ser levada a sério pelos trabalhadores que pretendem pleitear vagas. A concorrência certamente vai exigir pessoas qualificadas - quanto mais domínio sobre as várias técnicas da construção, mais chances de garantir o contrato.
Quem faz o anúncio da boa fase é o diretor técnico de Divisão da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (Sert), Alexandre Ciro Perin Bertoni, segundo quem, por sinal, o mercado de empregos vem melhorando gradativamente. O cenário escasso de vagas e de empregabilidade comprometida de quatro anos atrás vem dando lugar a um panorama mais favorável e, com sorte, mais estável.
Numa avaliação geral, a construção civil e a indústria aparecem como os ramos mais promissores - o primeiro, como já foi dito, tem suas razões específicas -, enquanto a prestação de serviços continua com uma boa média de absorção; apenas o comércio, tido como o cartão de visitas da economia bauruense, vem apresentando instabilidade, com retrações variáveis.
Enquanto o mercado de trabalho varia conforme o setor, uma coisa permanece imutável: a exigência das empresas pela mão-de-obra especializada. Um requisito já bem mais contestado: sem qualificação, perde-se com o desperdício e a qualidade final do produto, dois vilões para uma economia de concorrência feroz, na qual qualquer desvantagem pode significar a falência.
Mesmo com tanta cobrança, a má-capacitação profissional ainda é preocupante. Segundo Bertoni, apenas 7,5% de trabalhadores encaminhados para seleções de emprego estão conseguindo êxito. De 200 que mandamos para concorrer a 50 vagas, somente 15 ficam. A situação é realmente complicada. As pessoas precisam se dar conta do que está acontecendo, precisam se dedicar, estudar e aprender mais sobre aquilo que já têm certo domínio, alertou o diretor, complementando que infelizmente, apenas os recém-desempregados demonstram obstinação na busca de outra ocupação. Aqueles que ainda estão recebendo o seguro-desemprego, revelam certa acomodação, enquanto os que estão há anos sem emprego já partiram para o bico ou para o negócio próprio.