11 de julho de 2026
Geral

Policiais florestais flagraram uma rinha e mais de 20 galos, que seriam usados para competições, na tarde de ontem. As aves não foram apreendidas.

Ieda Rodrigues
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A Polícia Militar e a Polícia Florestal apreenderam, ontem à tarde, Dia Mundial do Meio Ambiente, 24 pássaros da fauna silvestre em uma casa da quadra 9 da rua Seijo Ishikawa, no Jardim Ouro Verde, que estavam sendo mantidos em cativeiro. No local, também havia uma rinha e mais de 20 galos que, segundo a polícia apurou, seriam criados e treinados para briga.

Ainda na casa, foram apreendidas oito esporas de plástico e metal e seis biqueiras de metal, objetos que costumam ser colocados nos galos para aumentar a agressividade das aves nas brigas. No entanto, como no momento da chegada dos policiais não estava ocorrendo briga de galos, os animais não foram apreendidos.

O dono dos pássaros, galos e rinhas seria o azulejista Nilvaldo Alves, 37 anos, ex-marido da moradora da casa. Alves não foi encontrado pelos policiais, mas deve responder a inquérito por manter animais da fauna silvestre em cativeiro, o que configura crime ambiental se ele não tiver a devida autorização do Ibama. A pena para esse crime, segundo informou o cabo Ducati, da Polícia Florestal, é de seis meses a um ano de prisão.

Os pássaros, de espécies variadas, incluindo tico-ticos, bigodinhos e canários da terra, foram apreendidos pela Polícia Florestal e levados ao Zoológico Municipal de Bauru após elaboração do boletim de ocorrência no Plantão Policial da Delegacia Seccional. A apreensão ocorreu após a moradora da casa, que preferiu não ter seu nome divulgado, onde estavam os pássaros, os galos e a rinha acionar a Polícia Militar devido a uma desinteligência com seu ex-marido.

O casamento teria acabado já há sete anos, quando Alves teria mudado-se para outra casa, mas desde àquela época manteria galos e pássaros na casa de sua ex-mulher, que agora está requerendo a separação judicial. A mulher contou que ele freqüenta sua casa diariamente e ontem ela acionou a PM porque teria sido ameaçada por ele pelo fato de ter pedido a separação.

Há alguns dias, ela registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) onde contou estar sendo ameaçada. Ao chegar ao local, ontem à tarde, os soldados Lisboa e Bento, da Base Oeste da 3.ª Cia da Polícia Militar, não mais encontraram Alves, mas acharam as aves e a rinha. A rinha, segundo os policiais apuraram, seria usada para treinar os galos para briga.

Um dos galos mais valentes valeria R$ 1 mil. Os policiais verificaram que um dos galos estava com a cabeça bastante machucada, o que pode ser um indício de que brigou recentemente. Também havia no local um frasco de remédio que supostamente seria usado para medicar os galos machucados.