Neste 19 de abril se registrou o 74.º aniversário da morte do médico Alberto Salles, com a idade de 31 anos, sepultado no cemitério de Avaí. Desde então seu túmulo passou a ser o mais visitado por pessoas que crêem terem recebido curas, depois de sua morte, por promessas feitas a ele.
Nascido em 15/11/1895, Alberto Salles era filho de Francisco Assis Salles e Josefa Odorica da Conceição, tendo se formado médico em 20/12/1920 pela Faculdade de Medicina da Bahia.
Sua carreira profissional teve início no norte de Minas Gerais, mais precisamente na cidade de Januária, onde conheceu a jovem Isaura de Aquino, filha do cel. Minervino Rodrigues de Aquino.
Depois de casado, veio com a esposa Isaura para o Estado de São Paulo, estabelecendo-se profissionalmente em Avaí, no segundo semestre de 1924, numa pequena casa de madeira, quase à frente do armazém da viúva Mady, à rua coronel Juvencio Silva e posteriormente numa outra casa na praça da matriz.
Em pouco tempo angariou a simpatia da população, tanto da cidade como dos sítios, fazendas e de outras localidades da região, não só pela sua humildade, bondade e desprendimento pelas coisas materiais, mas também pela presteza no atendimento de seus pacientes, tivessem ou não dinheiro para pagá-lo.
Em 25/4/1925, solicitou sua admissão como membro da Loja Maçônica Noroeste do Brasil e iniciado em 17/7/1925, sendo seus padrinhos os senhores Antonio Domingos de Oliveira e A. Súcria.
Constantes romarias se registravam na cidade, com pessoas vindas, inclusive, de outros Estados, para serem consultadas e sempre atendidas pelo dr. Alberto Salles.
Em março de 1927, quando se preparava para comemorar o primeiro aniversário de seu primogênito, sentiu os sintomas da doença que o levaria à morte.
Procurou, então, recursos médicos em Santos e Rio de Janeiro e, em 9/4/1927, seguiu para São Paulo. No dia 19, a notícia sobre sua morte às 14h45 chegou a Avaí, através do telégrafo da estação ferroviária, gerando enorme pesar à população. Seu corpo saiu de São Paulo às 20h40 pelo trem noturno da Sorocabana e chegou em Bauru na manhã do dia seguinte, sendo levado para Avaí em trem especial da Noroeste, acompanhado de ferroviários, autoridades e políticos de Bauru e região.
O comércio avaiense foi totalmente fechado e seus moradores choravam a perda do jovem médico. À tarde, seu corpo foi levado à igreja e posteriormente ao cemitério com enorme acompanhamento. Antes do sepultamento falou João Maringoni, representando o diretor da NOB e alguns moradores de Avaí. (Vivaldo Pitta - RG: 6.028.556)