09 de julho de 2026
Geral

DAE planeja mapear o solo contra clandestinos

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

O Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE) estuda a locação de uma máquina que permite o mapeamento do solo da cidade. O principal objetivo da medida seria identificar as ligações de água clandestinas na cidade.

De acordo com o presidente do DAE, Dudu Ranieri, ontem foi feito o primeiro contato com representantes da empresa, a Astral, de São Paulo. Estiveram na autarquia, Cláudio Magalhães e o geólogo Sebastião Machado.

Antes de qualquer coisa é preciso uma campanha de esclarecimento para a população. O ideal seria que os consumidores irregulares nos procurassem antes de tomarmos esta medida, afirma.

De origem italiana, o equipamento chama-se geo-radar multifreqüencial. Através de ondas magnéticas, ele detecta tudo que está no subsolo. Além de identificar irregularidades, ele mostraria o ponto exato onde estão as tubulações e facilitaria os serviços de manutenção e obras.

A tônica principal seriam as ligações clandestinas. Evidentemente que não vamos mapear a cidade inteira. Pela nossa experiência, sabemos que existem áreas onde a prática é mais recorrente. Então, nós selecionaríamos, diz Ranieri.

Segundo Magalhães, representante da Astral, o custo do equipamento sairia por no máximo R$ 15,00 o metro quadrado. O presidente da autarquia afirma que seria feito processo licitatório, como manda a lei.

A cada mês, o DAE registra cerca de cem ocorrências de fraudes. A multa custa R$ 191,31 (residencial) e R$ 502,50 (não-residencial). Ranieri não soube dar uma estimativa de quanto a autarquia perde com o desvio de água. A prática é crime de furto e está previsto no Código Penal.

O equipamento italiano também detectaria as ligações clandestinas de esgoto, que quase sempre acompanham as irregularidades de água. De acordo com Ranieri, o despejo de água pluvial no esgoto é o principal causador do refluxo de esgoto, fenômeno que incomoda a população. A ligação clandestina de esgoto seria rastreada pela existência ou não da caixa de inspeção, que é obrigatória.

É importante frisar que o DAE não pode abrir mão destas multas. Com a Lei da Responsabilidade Fiscal, não podemos ter evasão de receita. Dectecamos, o responsável tem que pagar tudo, afirmou.

Ele disse também que em alguns setores da cidade os hidrômetros são muito antigos e estariam marcando menos gasto que o devido. O prazo de validade de um hidrômetro é de cinco anos, informou.

Aumento da tarifa

O presidente do DAE negou ontem que esteja planejando aumentar a tarifa de água em Bauru. Nós vamos tentar aumentar a receita. Em última instância, o valor da tarifa será aumentado, disse. Por outro lado, existe muito abuso. Gente que desperdiça água. Hoje (ontem) mesmo nos jornais o presidente alertou para o fato de que pode faltar água no Brasil, disse. A assessoria de imprensa da autarquia, no entanto, afirmou que existe um estudo sobre a viabilidade do aumento da tarifa.