Alunos da escola Guedes de Azevedo realizaram uma expedição por um trecho do Tietê e analisaram a água do rio
Alunos da escola Guedes de Azevedo realizaram, nos dias 31 de maio e 1 de junho, uma expedição por um trecho do rio Tietê durante a qual estudaram o meio ambiente e analisaram a água do rio. O evento foi comemorativo ao Dia Mundial do Meio Ambiente e contou com o apoio de diversas instituições da região, entre elas a Polícia Florestal.
De acordo com o coordenador de Educação Ambiental da escola, Roberto Pallotta, os 25 alunos de 7.ª e 8.ª séries e 1.º colegial saíram de Barra Bonita e percorreram o trecho do rio que vai até Bariri. O objetivo seria conscientizá-los sobre a importância da preservação do meio ambiente, numa aula fora das salas. Falar para o aluno sobre o meio ambiente é uma coisa. Colocá-lo em contato com a realidade é outra coisa completamente diferente. Essa é a finalidade dos nossos projetos de educação ambiental e cidadania, disse.
O rio Tietê foi escolhido por sua importância no Estado de São Paulo, principalmente no que refere-se à energia e ao transporte. Os alunos aprenderam sobre a importância de cuidar do rio, de não desperdiçar água, de não poluir etc, acrescentou Roberto.
Durante o percurso, os estudantes fizeram paradas para plantar mudas de árvores nativas e para recolher lixo, como isopor e garrafas de refrigerante, que encheram cinco sacos de lixo com capacidade para 100 litros.
A partir do resultado da análise da água dos trechos percorridos, os estudantes constataram que o nível de oxigênio presente está aceitável. A média ficou entre 5 e 6 mg/l, que é um valor de razoável para bom, já que há condições de existência de vida, esclareceu Pallotta.
Quanto à quantidade de amônia da água, foi encontrada uma pequena porcentagem. Ou seja, há lançamento de dejetos na água do rio, ainda que a intensidade não seja agravante. A água estava boa, mas poderia estar bem melhor, disse o coordenador de Educação Ambiental da escola.
A expedição contou com uma equipe de apoio composta por quatro professores, cinco instrutores, sete policiais florestais, divididos em quatro barcos a motor e duas viaturas e, ainda, dois pais de alunos, entre eles um médico, João Paulo Issa. O trabalho em equipe e a interação com outras equipes exigiu maturidade dos alunos, que estavam longe de casa e tinham objetivos claros para atingir, enfatizou Pallotta.
O tenente Nilson Fidelis da Silva, da Polícia Florestal, acredita na importância da iniciativa, já que as crianças amadurecem e adquirem conhecimentos para cobrar os adultos e a sociedade em geral sobre os cuidados com o meio ambiente. É uma iniciativa excelente, que tira os alunos da sala de aula e os põe na prática. Certamente, isso refletirá numa sociedade mais consciente, no futuro. Para nós, foi muito prazeiroso porque apoiamos não só com equipamentos, mas com conhecimentos que pudemos passar para as crianças, salientou.
Pallotta ressaltou, ainda, a importância das pessoas e entidades que colaboraram com a expedição, sem as quais o evento não poderia ser realizado: Polícia Florestal, Flag Petróleo, Hobby Fotos, Matadentro, Planeta Aventura, Instituto Ambiental Vidágua e o médico João Paulo Issa.