09 de julho de 2026
Geral

Empresas ficam, garante Octaviani

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 3 min

Agudos - O prefeito José Carlos Octaviani (PMDB) e o presidente da Câmara Municipal de Agudos, Nelson Ayub (PPB), reagiram com veemência, ontem, às informações divulgadas pelo ex-consultor da incubadora de empresas, Victor Della Dona, através do vereador bauruense, José Clemente Rezende (PSB), sobre um suposto interesse de pequenos empresários, hoje estabelecidos em Agudos, estarem transferindo seus empreendimentos para Bauru. Assim como a Prefeitura de Agudos, o Sebrae/Bauru também garantiu que apoio não faltará para que a incubadora de Agudos continue suas atividades, normalmente.

A incubadora de Agudos foi criada há dois anos e está em período de renovação de convênio. A renovação é de interesse tanto por parte da Prefeitura quanto do Sebrae e só não está formalmente concretizada devido ao processo burocrático, considerado natural. Uma das questões que de certa forma atrasaram um pouco o processo foi a troca de prefeito. De resto, garantem Sebrae e prefeito, está tudo correndo normalmente, com expectativas de melhoras.

O ponto principal e definitivo que põe fim a polêmica levantada anteontem em Bauru, segundo o prefeito Octaviani, é o fato de Della Dona não mais representar a incubadora de Agudos e, portanto, não estar autorizado a falar em nome de nenhum empresário que esteja instalado na incubadora.

A informação sobre a suposta intenção de incubados deixarem Agudos veio à tona anteontem, quando o vereador Clemente e Della Dona estiveram na Prefeitura de Bauru, apresentando a questão à administração bauruense. Na oportunidade foi alegado que Agudos teria desistido da incubadora e empresários estariam dispostos transferir suas atividades, se em Bauru encontrassem apoio.

Segundo Della Dona, alguns desses empresários que hoje estão em Agudos, teriam deixado transparecer certa preocupação com uma possível falta de condições para continuar suas atividades em Agudos. O prefeito Octaviani e o vereador Nelson Ayub garantiram ontem que não faltará apoio para que os empresários permaneçam no município. E uma das medidas que está sendo tomada, segundo Octaviani é a aquisição de uma área ampla - 40 alqueires às margens da rodovia Marechal Rondon - para a fixação das empresas que desejarem expandir suas atividades. Estamos em negociação e o negócio só não foi fechado ainda porque estamos tentando um preço melhor ainda, disse Octaviani.

O prefeito e o presidente da Câmara de Agudos disseram não entender o posicionamento de Della Dona e Clemente. Ninguém nos procurou para saber como anda a questão da incubadora. Em nenhum momento pensou-se em desativá-la ou não renovar o contrato com o Sebrae, disse Octaviani, acrescentando ainda que, não é pelo fato da incubadora ter sido criada na administração anterior, que não teria apoio dos atuais administradores. Não há motivo para se mudar ou interromper uma atividade que vem dando certo. Questões políticas não podem prejudicar uma cidade.

Ainda ontem, alguns pequenos empresários incubados procuraram a Prefeitura e o Sebrae para ratificar a intenção de permanecerem em Agudos. De acordo com Prefeitura e Sebrae, uma das exigências para a renovação do convênio era a não permanência de Della Dona como consultor, o que está sendo feito. O convênio que garante a existência da incubadora de empresas envolve três entidades: o Sebrae, a Prefeitura e uma terceira que, nestes dois primeiros anos foi representada pela Agência de Desenvolvimento Local (ADL). Após a renovação do convênio, devem continuar a Prefeitura e o Sebrae e a terceira entidade está em processo de escolha. Após essa definição, as três entidades escolherão o novo gerente que ocupará o lugar que até então era de Della Dona.

Ontem, Della Dona afirmou à reportagem que de fato deixou sua função de consultor da incubadora de Agudos, em março último, mas continua prestando assistência a três, das nove empresas. Quando eu procurei a Prefeitura de Bauru, foi pelo seguinte: Bauru, por ser um centro administrativo regional político, tem condições e tem obrigação, inclusive, de ter uma incubadora ou um projeto, uma centralização regional.