08 de julho de 2026
Geral

Pobreza que chora!

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Ao mesmo tempo em que o País se toma de assalto pelos escândalos da irritadiça corrupção moral e material praticada por figuras que andaram se assentando despreocupadamente em postos de destaque da administração pública federal, estadual e até municipal, inclusive no Congresso Nacional, observa-se surgir claramente no cenário o presidente da República trazendo na cabeça alguns projetos de muita importância sócio-econômica para nação tão cheia de problemas. Destaque-se entre eles esse, já anunciado, que define medidas sérias destinadas a combater a miséria reinante em amplas camadas da população, como é o chamado Plano Nacional Contra a Pobreza. Seria isso uma coisa existente, de maneira ociosa, somente na cabeça privilegiada do chefe nacional, que, a esta altura, deveria estar mais preocupada com os escândalos legislativos que com outras coisas que também machucam seu Governo? Acontece que não se pode levar a problemática exclusivamente para esse terreno, pois a conjuntura salta aos olhos com outras questões de igual equivalência. E essa, da miséria econômica que vai naufragando não poucas compactas comunidades, atirando-as também nos atoladouros sociais e morais, figura entre aquelas dentre as quais o comando da nacionalidade não pode continuar descurando, tanto assim que uma verba de três bilhões de reais já está sendo destinada pelo Governo Federal para atingir os bastiões das piores necessidades dos brasileiros, o que atesta bem, então, os objetivos sadios do projeto em poder do Congresso. E os governos estaduais e municipais também serão induzidos a participar da cruzada, abrindo o coração para a indigência dos milhares de pobres que habitam nos casebres de suas tristonhas favelas e os pardieiros de suas estradas. Portanto, é de se estimular as classes mais favorecidas a apoiarem o Plano, o único que até hoje algum Governo teve com o elogiável fim de acudir efetivamente à realidade da pobreza que assola o Brasil, que não deveria ser de todas mas somente de algumas categorias. É de se torcer, então, para que o projeto não venha a ser efêmero e possa sucumbir logo nos primeiros embates com nossos pobrezinhos se desiludindo rapidamente da boa intenção governamental. É a nossa opinião. (*) (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)