08 de julho de 2026
Geral

Doação e transplante de órgãos

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

No Brasil, estima-se que mais de 32 mil pessoas vivam, atualmente, à espera da doação de um órgão ou tecido para transplantes. Em um ano, de cada 1 milhão de habitantes, apenas 50 a 60 pessoas podem apresentar morte cerebral - condição que torna o ser humano um provável doador. No mesmo período, aproxima-damente 300 pacientes podem apresentar insuficiência renal. Portanto, a chance de que alguém precise de um transplante é cerca de cinco vezes maior do que a chance de que a mesma pessoa seja um doador de órgãos e tecidos. É por isso que 30% dos pacientes morrem enquanto esperam por um doador.

De acordo com os especialistas, um único doador de órgãos e tecidos pode salvar ou melhorar a vida de aproximadamente 25 pessoas que precisam de um transplante. A Medicina permite a retirada de pulmões, rins, coração, pâncreas, fígado, intestino, medula óssea, ossos, válvulas cardíacas, pele, córneas, cartilagens, tendões, veia safena, sangue e muito mais. No entanto, a doação ainda é um grande tabu em todo o mundo, principalmente quando leva em consideração o lado emocional da família que acaba de perder um de seus entes.

Diz a lenda que o primeiro transplante da história da humanidade foi feito entre São Cosme e Damião. Na Medicina, os relatos são de 1905, quando o médico Alexis Carrel, da Universidade de Chicago (Estados Unidos) realizou o transplante de um cão para outro. O órgão bateu por duas horas.

A iniciativa despertou o interesse de outros médicos e, em 1964, foi feita a primeira tentativa de transplante em seres humanos. O médico James Hardy, da Universidade de Jakson (Mississipi, Estados Unidos), transplantou o coração de um macaco para um homem. O coração funcionou por uma hora.

Mas foi no dia 3 de dezembro de 1967 que uma notícia surpreendeu o mundo: um cirurgião até então desconhecido, Cristiaan Barnard, havia transplantado um coração de uma mulher de 25 anos para o paciente Louis Washkansky, na África do Sul. Devido a um processo de rejeição, o paciente sobreviveu por apenas 15 dias. O fato, porém, abria caminho para uma técnica que salvaria milhares de vidas posteriormente.

Em maio de 1968, uma equipe chefiada pelo médico Euríclides Zerbini, do Hospital das Clínicas da Universidade