08 de julho de 2026
Geral

Mais uma crise

Fernando Lucilha Júnior
| Tempo de leitura: 3 min

Nosso Brasil enfrenta mais uma crise que não é política (não, mesmo?!?), mas, sim, a da falta de energia elétrica. Não deixa de ser política, pois sabemos que faltou energia aos maus políticos (será que existem bons?!?) para que fizessem investimentos no setor de energia elétrica. A incompetência deles, além de outros motivos, gerou esta situação crítica e absurda. Tivessem eles se reunido em grupos de 110 ou 220 membros, entre técnicos e governantes, para discutir o problema com energia, a situação seria outra. Mas faltou força de voltagem, digo, de vontade. O prezado leitor já deve ter percebido que estou falando de um assunto sério em tom de brincadeira. É uma tentativa de conseguir um sorriso nesta sua face um pouco sisuda, apreensivo que deve estar com toda esta malfadada crise. Aliás, brincadeira é o que eles fazem com a população, que mais uma vez vai ter de pagar a conta (de luz), é claro, embora corra o risco de ficar no escuro. Assim sendo, vamos brincar também, já que somos um brinquedo (à pilha, para não consumir energia) nas mãos do governo. Com a crise do racionamento que muitos pensaram que seria uma distribuição de ração à população carente, o Brasil corre o risco de se tornar menos alegre. Não haverá mais Trio Elétrico no Carnaval; será reduzido para Duo Elétrico ou até para Uno Elétrico, se a Fiat der seu patrocínio. A Estação da Luz será desligada. Não veremos mais filmes tais como O Iluminado, Luzes da Ribalta, Alta Voltagem, Alta Tensão, O bandido da Luz Vermelha, A Luz é para todos. Em compensação, voltará o clássico romance O Candelabro Italiano; o Cinema Nacional (mesmo sem verba) apresentará o Festival de Lampião - o rei do Cangaço e vamos enjoar de ver o filme Sombra e Escuridão. Infelizmente, perderemos os gols e o belo futebol, sem dúvida alguma, do grande artilheiro Luizão que será proibido de jogar futebol. Se uma luz consome energia, imaginem um Luizão. É triste. Aumentaria a venda de analgésicos, pois tudo será na base do gera dor. Deixaremos de ver a graça do peixe-elétrico, que será desligado dos aquários. Quem não estiver sabendo da crise (muito mais desligado ainda) perguntará: - Poraquê fizeram isso? Ficará mais difícil para aquelas pessoas lépidas e dinâmicas pagar a conta de luz, pois elas estão sempre elétricas, aumentando o consumo. Poderão optar por ficar uma pilha de nervos (de vez em quando), reduzindo assim, o consumo em 20%. Os padres serão convocados para ministrar o Sacramento do Batismo em grande parte da população, pois em todo Brasil Há Pagão. Também perderemos a capacidade telepática, pois nosso governo fez o favor de não construir Linhas de Transmissão. Que pena! Com o decorrer da crise, as pessoas poderão ficar tomadas de pânico, entrarão em choque, não sofrendo um infarto por um fio. Mas não devemos desanimar. Soubemos que em Portugal, numa crise semelhante, o governo conseguiu reduzir em 50% o consumo das lâmpadas elétricas. Colocaram pisca-pisca em todas elas. Sorte mesmo tem o vaga-lume que já economiza há séculos e não precisa se preocupar. Mas o pior de tudo isto, meu caro leitor, é que o brasileiro terá que apagar até a luz no fim do túnel!! É o fim!! Feliz Apagão a todos!!! (Fernando Lucilha Júnior - RG. 5.023.414)