O Sesi de Bauru dará início, no próximo dia 25, à primeira fase do Projeto de Educação Alimentar. O projeto tem como objetivo oferecer refeição a R$ 1,00 à população carente e ensinar, através de curso que será realizado na própria cozinha do Sesi, como se alimentar bem gastando pouco. O restaurante estará aberto ao público a partir do dia 17 de setembro.
Na primeira fase, o projeto passará por um período de experiência, quando 250 funcionários de empresas convocadas vão almoçar no restaurante educativo do Sesi e vão avaliar o cardápio. A avaliação será de segunda à sexta-feira, durante dois meses e será feita através de um questionário entregue diariamente às pessoas que almoçarem no local.
O cardápio oferecido no restaurante educativo do Sesi poderá ser modificado de acordo com a opinião dos avaliadores. Somente no final deste período de experiência, o restaurante estará aberto para o público, ao preço de R$ 1,00 a refeição.
A diretora do Sesi de Bauru, Zuleica Gonçalves, afirma que de meia em meia hora o restaurante educativo poderá atender até 70 pessoas entre 11 horas e 13h30. Zuleica acredita que os frequentadores serão funcionários da indústria e construção civil, além de pessoas carentes que moram ou trabalham próximo ao restaurante.
A princípio, o projeto é só para almoço, mas Zuleica afirma que o R$ 1,00 poderá ser usado para café da manhã, almoço ou janta. O Brasil é um país acostumado a desperdiçar comida todos os dias, diz Zuleica. Segundo ela, apesar de parecer pouco, o valor de R$ 1,00 que será cobrado, além de pagar as despesas da comida, é suficiente para pagar parte das despesas com cozinheiras, nutricionista e manter a infra-estrutura necessária do restaurante.
Um prato de macarrão e frango com rendimento para quatro porções pode custar apenas R$ 0,40, segundo informações do Sesi. Zuleica confessa que esse e outros projetos são realizados com a contribuição de 1,5% sobre a folha de pagamento de empresas que ocntribuem com o Sesi. Esse dinheiro, que é recolhido mensalmente, mais o valor cobrada por cada refeição garantem o sustento do Projeto de Educação Alimentar.
Zuleica espera que as pessoas levem para dentro de casa o hábito alimentar implantado no projeto O lazer, o esporte e a cultura são importantes, mas se alimentar bem é fundamental. Temos que ensinar ao brasileiro que é possível se alimentar muito bem pagando muito pouco. Se o Brasil inteiro seguisse este modelo, o País seria melhor e a situação das crianças carentes não seria a mesma, diz Zuleica. O Projeto de Educação Alimentar já está funcionando em Leopoldina e Sorocaba.