Borebi - O vereador Anderson Pinheiro de Goes (PPB), mais conhecido em Borebi como Chiquinho, registrou num prazo de 48 horas dois Boletins de Ocorrência: um por agressão e outro em decorrência de supostas ameaças que estaria recebendo do marido de uma funcionária municipal. O segundo boletim foi registrado ontem pelo vereador.
De acordo com Chiquinho, o marido da funcionária o teria ameaçado com gestos e com palavras dizendo que o dele (vereador) estaria bem guardado. Apesar das supostas ameaças e agressões, o vereador diz não saber os motivos que teriam gerado essa situação. Mesmo assim, ele arrisca um palpite. Isso não passa de perseguição política. Não por eu ser da oposição, mas porque eu penso diferente, por ter idéias diferentes, acredita.
No entanto, sua segunda suposição parece estar mais próxima da realidade. Chiquinho citou também, como motivo provável das agressões que recebeu, sua busca por informações sobre os cargos de confiança dentro da Prefeitura e os respectivos salários. Segundo ele, essas informações teriam sido negadas pela Prefeitura. Essa colocação do vereador é contestada pela prefeita Leila Vaca (PFL). Ele afirmou que todo vereador tem acesso a essas informações, desde que sejam solicitadas na Contadoria da Prefeitura.
De acordo com a prefeita, as agressões contra o vereador teriam sido exatamente em razão dessas informações. Leila garante que Chiquinho foi até a Prefeitura e tomou conhecimento dos cargos e dos salários. Mas o grande erro, segundo a prefeita, foi ele ter tornado público o salário da chefe do Setor de Administração, que mais tarde o agrediria por isso. Leila informou que a remuneração da funcionária teria ficado acima do que normalmente é pago em razão do acúmulo do salário mais o pagamento da férias. Essa distorção teria gerado um mal entendido, que tomou proporções preocupantes.
A funcionária, que pediu para não ser identificada, disse que se sentiu ofendida com alguns comentários maldosos feitos pelo vereador, com outras pessoas, a respeito de sua função e do salário que estaria recebendo. Na opinião do vereador, seria muito dinheiro para pouco serviço. A funcionária contestou com veemência essa colocação.
Os comentários de Chiquinho irritou não só a funcionária como também seu marido, que o agrediu com um soco no rosto, em frente à Câmara Municipal, momentos antes do início da sessão da última segunda-feira. De acordo com a própria vítima, 15 minutos mais tarde, no mesmo local, foi a vez da própria funcionária o agredir com um tapa. Na terça-feira, enquanto Chiquinho registrava BO pela agressão, a funcionária registrava outro pelas ofensas que ela alegou ter sofrido.
Alegando ser um idealista, o vereador, que exerce o cargo pela primeira vez, garantiu que as agressões não o intimidaram. Fui eleito para fiscalizar os atos municipais. Jamais vou mudar meu idealismo.