Tão antiga quanto a história da humanidade, a maçã vem acompanhando o homem desde a sua origem. Com a imagem freqüentemente relacionada com o proibido, o pecado, até hoje a maçã permanece tentadora. Mas, com uma diferença: agora o pecado e não comê-la.
Adepta das temperaturas baixas, a maçã encontrou em São Joaquim, cidade mais fria do Brasil, o lugar ideal para desenvolver-se. Hoje, o município produz anualmente 80 mil toneladas da futa, nas variedades Gala, Fuji e Golden. Visitar os extensos pomares de maçã e saborear a fruta colhida diretamente no pé, é uma doce experiência que pode estar ao alcance dos visitantes.
Pela proximidade com o Rio Grande do Sul, todo o planalto serrano catarinense sofreu a influência do modo de vida do gaúcho, cujos ícones são o homem do campo, o cavalo e as fazendas.
Centenárias, as antigas estâncias de gado espalham-se por todo o planalto. Lages, cidade fundada por tropeiros que faziam o caminho dos pampas até São Paulo, foi o primeiro município a abrir as portas das suas fazendas para o turismo rural. O sucesso alcançado levou a cidade a ostentar o título de Capital Nacional do Turismo Rural.
A filosofia do projeto é simples: oferecer ao visitante a oportunidade de passar alguns dias em contato direto com a natureza, participar das lides diárias do campo, observar a tosquia das ovelhas, a doma dos cavalos, a vacinação do gado, andar a cavalo, ordenar as vacas e pescar nos açudes. Além de tornar-se um verdadeiro peão, o turista pode conhecer as mais autênticas manifestações da alma gaúcha, como a música regionalista e as danças típicas, e ser recepcionado com uma roda de chimarrão ao pé do fogo de chão, com muito pinhão cozido ou assado na brasa.
Na gastronomia, as delícias da cozinha campeira incluem o churrasco, o frescal (carne seca no vento), o arroz carreteiro, a quirera com carne de porco, o doce de gila, a canjica com gema de ovos e rosca de coalhada. Diretamente relacionada com o frio, o artesanato serrano destaca-se pelas peças confeccionadas com lã de carneiro. as palas (ponchas) e os produtos derivados do couro, além de delicadas figuras esculpidas em nó de pinho.
Como chegar
Para percorrer os Caminhos da Neve existem algumas opções, dependendo da procedência do viajante. Quem chega pelo Litoral Sul de Santa Catarina pode começar o roteiro pela cidade de Tubarão, passando por Gravatal e suas famosas águas termais.
Logo adiante, a SC-438 leva a um dos principais cartões postais do Estado, a Serra do Rio do Rastro. Outra opção é tomar a BR-283 a partir de Santo Amaro da Imperatriz e Águas Mornas, região de estâncias hidrominerais próxima de Florianópolis.
A TAM está com tarifa promocional para Florianópolis. Dependendo da disponibilidade de assentos e da reserva feita com antecedência, a tarifa pode custar R$ 130,00 (ida). Informações pelo toll free (0800-123-100).
Quem quer ir de carro, deve ir até Curitiba e de lá seguir pela BR-116, que corta o planalto serrano em um trajeto que vai da capital do Paraná a Porto Alegre, passando pela serra gaúcha.