Lista de reivindicações dos servidores estaduais é extensa e inclui criação de plano de carreira e aumento salarial
De acordo com a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo, Mariuze Inêz Pereira Miranda, os funcionários do Hospital Lauro de Souza Lima, do Ambulatório de Saúde Mental e do Ambulatório do Servidor do Iamsp, em Bauru, além do Hospital Psiquiátrico Professor Cantídio Moura Campos, em Botucatu, continuam manifestando a intenção de deflagrar greve a partir da próxima segunda-feira.
Entretanto, por ora, a categoria mantém somente o estado de alerta, enquanto aguarda os resultados de uma reunião realizada anteontem, entre o secretário Estadual de Saúde, José Guedes, e o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin Filho. Na Capital paulista, em cerca de 15 hospitais, além das unidades de saúde, os trabalhadores suspenderam as atividades em protesto ao impasse nas negociações sobre as reivindicações da categoria.
De acordo com Maria Aparecida Faria, tesoureira geral do sindicato, na reunião da última terça-feira, realizada em São Paulo, o secretário do Governo, professor Andarita, disse que reconhece a existência de uma dívida do governo com o setor da saúde, que José Guedes concorda com a necessidade de ser implantado um plano de carreira para os trabalhadores da área e que estão sendo feito estudos relacionados ao funcionalismo público como um todo. No momento, os pontos que estariam sendo discutidos com prioridade seriam os da saúde e da segurança e que os estudos estão sendo ultimados.
De acordo com Maria Faria, anteontem à tarde, todo o secretariado da Saúde estaria reunido com o governador do Estado para discutir esses estudos e apresentar as reivindicações da categoria. O objetivo é saber a real possibilidade do governo apresentar soluções à categoria. Ou seja, do ponto de vista de proposta, nada nos foi apresentado na reunião da última terça-feira. Porém, ao contrário do que aconteceu nas outras tentativas de negociação, em nenhum momento eles disseram que o governo não tem dinheiro para atender às nossas reivindicações. Então, pode ser que, dessa vez, consigamos algum avanço. Porém, em São Paulo, os trabalhadores de aproximadamente 15 hospitais, além das unidades de saúde, estão paralisados. Nós faremos uma assembléia no próximo dia 19 e o secretário José Guedes disse que nos daria um retorno sobre a reunião de hoje (ontem) antes disso, disse.
De acordo com Maria Faria, dessa vez a categoria está mais otimista com a possibilidade de obter algum sucesso em relação às solicitações da categoria.
De acordo com a diretora regional do sindicato, as principais reivindicações são a criação de um plano de carreira com aumento salarial: piso de três salários mínimos para nível elementar, de seis para nível intermediário e de nove salários mínimos para nível universitário; revalorização do prêmio incentivo; regulamentação da jornada semanal de 30 horas para os trabalhadores da área administrativa e de carreira de apoio à pesquisa da saúde; pagamento do adicional de insalubridade a partir do início do exercício anual; creche em todos os locais de trabalho; abertura de concurso público; isonomia entre os trabalhadores da ativa e aposentados; revogação imediata da resolução da Secretaria do Governo Estadual que suspendeu a licença-prêmio aos trabalhadores municipalizados, entre outras.