Faleceu há poucos dias, em Araçatuba, aos 54 anos de idade, o jornalista Genilson Senche. Foi meu patrão durante três anos. Fundador e diretor até próximo da morte, da Folha da Região, jornal de maior circulação da Alta Noroeste, adquiriu o título da Tribuna da Noroeste; construiu prédio próprio na rua Afonso Pena, área central da progressista Araçatuba. Deixou viúva dona Ana Eliza e três filhos.Eu fechava o jornal com horário sempre previsto para às 21h30, a não ser em casos extraordinários. Ele costumava ficar na redação até 22 horas. Peguei a fase final das linotipos, depois off-set, e atualmente jornal com máquinas da era informatizada, a cores. O jornal estava para fechar e ele vinha com 40 linhas para entrar agora. Mas, Genilson, o jornal vai atrasar. Se vira, é meu e os outros põem matérias, por que não as minhas?E lá ia eu brigar com os linotipistas para entrar o colunão do patrão. Genilson gostava da Folha da Região, como o Nilson Costa gostava (ou aprecia ainda, o Jornal da Cidade. Ficava doente quando éramos furados pelo concorrente, A Comarca.Ele brigava com um empregado - não tinha papas na língua - à noite, arrependido, ia na casa do funcionário para lhe pedir desculpas. Fez isso comigo quando sai de lá em 1992. Continuamos amigos. Ele deixa lacuna impreenchível na imprensa da cidade capital do Boi Gordo. Genilson ocupou cargos importantes, especialmente no governo de Paulo Maluf. Foi vereador, candidato a prefeito, a deputado estadual, etc. Que Deus guarde um bom lugar para você, empresário e jornalista Genilson Senche. (Danton Gamba)