Para um quadro completo, faltam pelo menos oito funcionários. Seccional aguarda abertura de concurso público
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) está atuando com quadro defasado de funcionários, de acordo com o delegado Antônio Ângelo Ciocca, da Delegacia Seccional. Apesar disso, a equipe afirma superar as dificuldades do dia-a-dia no atendimento às ocorrências.
Conforme o quadro de funcionários previsto para a DDM, o órgão deveria operar com uma delegada titular e uma adjunta. No entanto, a delegacia conta, apenas, com a delegada titular, Rejani Borro Tiritan. Das oito investigadoras previstas, há cinco; das seis escrivãs, a DDM conta com quatro e, das duas agentes que deveriam atuar na equipe da delegacia, não há nenhuma. A estrutura não é ideal; está muito aquém da prevista pela legislação. Mas, apesar disso, o pessoal é esforçado e tem dado conta do recado, afirmou Ciocca.
No entanto, o delegado enfatiza que esse problema existe também em outras delegacias de Bauru. A defasagem de pessoal não é uma exclusividade da DDM. Todas as delegacias sofrem com isso. Nós nos distribuímos para que todas funcionem, observou o titular da Delegacia Seccional.
Bauru está aguardando a abertura de um novo concurso para que possam ser destinados funcionários para as delegacias, de acordo com Ciocca. Estamos solicitando ao Estado, entre outras coisas, uma delegada adjunta para a DDM, afirmou.
Quanto à delegada Cláudia Garmes, que já foi titular da DDM, Ciocca afirma que foi destinada ao 4.º Distrito Policial (DP) para atender à aposentadoria do então delegado Durvalino Correa. Além disso, o delegado esclareceu que Cláudia é delegada titular e a DDM necessita de uma delegada adjunta.
A necessidade de contratar funcionárias mulheres para a Delegacia de Defesa da Mulher não é um problema quando há abertura de concursos, segundo Ciocca. Ele afirma que só trabalham homens na DDM em situações especiais, como férias. Só nessas ocasiões é permitido, salientou.
De acordo com Rejani, a reduzida equipe da delegacia supera as dificuldades decorrentes da falta de funcionários. As dificuldades que eu tenho, todo mundo tem. Elas existem em qualquer atividade e a meta é superar isso, utilizando da melhor forma possível os meios disponíveis, observou.
O grande número de ocorrências registradas na DDM - 4.233, em 2000, e 1800, até junho deste ano - não é um obstáculo devido ao empenho das policiais que trabalham na delegacia, de acordo com Rejani. As policiais são dedicadas, dispostas a enfrentar qualquer problema. Todas estão aqui por opção, afirmou.
O delegado Dinair José da Silva, do 1.º DP, já esteve trabalhando na DDM por motivo de férias da delegada titular, e também afirmou que o grande volume de ocorrências é superado pela equipe. Embora o número de funcionários não seja ideal, as investigadoras superam-se, disse.
Segundo matéria veiculada pela Agência Folha, o problema de falta de funcionários e de infra-estrutura atinge a maior parte das delegacias especializadas no atendimento à mulher no Estado de São Paulo e no País. Muitas delas não dispõem de policiais especializados e de equipamentos, incluindo armas e linhas telefônicas.