08 de julho de 2026
Geral

Nilson prefere Câmara independente

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Prefeito diz que o que chamam de bancada da situação é o grupo que elegeu Walter Costa à presidência da Câmara

O prefeito Nilson Costa (PPS) afirmou, ontem, que seu governo não tem nenhum atrelamento com a Câmara Municipal. Segundo ele, o que costumam definir como bancada de situação nada mais é do que o grupo de parlamentares que elegeu Walter Costa (PPS) à presidência do Poder Legislativo.

Na avaliação de Nilson, o que está claro e evidente na Câmara é a persistência de um grupo diminuto de vereadores que vota decididamente contra o prefeito. Embora ele negue a existência de uma bancada situacionista, no início da legislatura era visível a atuação de um grupo de vereadores que apoiava a Administração Municipal.

Com o passar dos meses, o bloco foi se desfazendo e hoje, pode-se afirmar, que a base de sustentação política do prefeito na Câmara é formada por um número apertado de parlamentares. Dependendo da votação, o governo tem maioria. Em outras ocasiões, ela se desfaz sem o menor constrangimento.

Nilson não acha que está enfraquecido e perdendo apoio no Legislativo. O prefeito afirma que o perfil de atuação dos vereadores demonstra que não há qualquer atrelamento do Legislativo com o Executivo. Ele aproveita para lembrar que o plenário, na última sessão, rejeitou o pedido de urgência de dois projetos de sua autoria.

Ele conta que nunca articulou a formação de um trem bala - nome da bancada de vereadores que apoiava o ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB). Isso não seria conveniente. O Legislativo tem que ter independência. E os parlamentares, bom senso. Nilson explica que os projetos de sua autoria que são enviados à Câmara têm por objetivo beneficiar a comunidade.

O prefeito, no entanto, diz que nem sempre é possível sancionar projetos aprovados pela Câmara, pois alguns, no seu entendimento, vão contra os interesses da população. No ano passado, por exemplo, ele vetou cinco projetos de lei. Todos os vetos foram derrubados pelo Legislativo, mas a Administração recorreu à Justiça, que acabou decidindo a seu favor.

Mas quero deixar claro que isso não se trata de perseguição pessoal a este ou aquele vereador. É que o teor das matérias prejudicava a sociedade. O prefeito reforça o discurso de que seu governo está com as portas abertas para conversar com os parlamentares.

Para ele, o importante é discutir matérias e projetos de interesse da população. Isso, no entanto, não quer dizer que há atrelamento por parte da Câmara com o Executivo.

Dos 13 vereadores que formavam o bloco da situação, hoje pode-se contar como voto certo a favor da Administração apenas seis. Um grupo de parlamentares - que ficou conhecido como Clube da Meia-Dúzia - preferiu se isolar e proclamar atuação independente. A oposição ao prefeito conta hoje com seis vereadores.