09 de julho de 2026
Geral

Marsola: "servidor pode ficar sem assistência"

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

O chefe de Gabinete da Prefeitura, Antonio Sérgio Marsola, afirmou, ontem, que a Administração está preocupada com o destino da assistência de saúde de 4 mil servidores públicos municipais e seus dependentes. Segundo ele, não há instrumento legal que permita a prorrogação do contra entre a Prefeitura e a Unimed, no caso da Câmara Municipal rejeitar a proposta do Executivo, que será discutida e votada na sessão legislativa da próxima segunda-feira.

Nós não podemos fazer novo contrato, que é uma despesa de caráter continuado. Não tem como criar outro precedente sem licitação. Se a Câmara não aprovar o projeto, o plano de saúde vai deixar de existir no próximo dia 3 e os servidores vão passar a ser atendidos pelo SUS, com grande prejuízo para a categoria, porque a oferta que estamos fazendo é de um grande benefício. Marsola diz que alguns vereadores e sindicalistas questionam porque o projeto demorou para ser enviado ao Poder Legislativo. Ele conta que, num primeiro momento, a Administração estava com dificuldades para encontrar uma saída financeira que bancasse os recursos do plano de saúde.

Não havia recurso orçamentário. Primeiro, eliminamos a nossa contribuição com o Pasep. Esse dinheiro do Pasep está como reserva orçamentária para bancar o plano, mas é insuficiente. O segundo passo é utilizar o dinheiro das multas para pagar os salários do pessoal do Departamento de Sistema Viário, aliviando um pouco mais a folha da Emdurb. Marsola explica que ainda foi preciso encontrar uma outra alternativa para se chegar aos valores necessários do custo do plano de saúde. A proposta é reduzir, num primeiro momento, a contribuição ao Seprem. Reduzimos a cota do servidor de 8% para 4% e da Prefeitura de 10% para 4%. Com isso, vamos ter fôlego para bancar o sistema de saúde até o final do ano.