09 de julho de 2026
Geral

Acusados de fraudar INSS são soltos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Os dois advogados de São Manuel estavam detidos há 13 dias, por determinação da Polícia Federal que investiga o caso

São Manuel - Um habeas-corpus expedido anteontem à tarde pelo Tribunal Regional Federal de São Paulo colocou em liberdade os advogados Ézio Melillo e Francisco de Moura, este último, ex-vice-prefeito de São Manuel, mais conhecido como Chico Moura. Os dois estavam presos em Botucatu há 13 dias, sob suspeita de coagir testemunhas e de atrapalhar as investigações sobre as supostas fraudes contra o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Os advogados foram presos por determinação judicial da juíza da 2ª Vara da Justiça Federal de Bauru, Ana Cláudia de Alencar. A juíza argumentou, em sua decisão, que, durante o andamento das investigações sobre as supostas falsificações de carteiras profissionais, as pessoas estariam mentindo e pareciam instruídas para isso. Em decorrência dessa suspeita, ela resolveu pedir a prisão preventiva dos dois advogados.

Segundo informações de pessoas ligadas ao ex-vice-prefeito, ele havia sido medicado ontem e estava em repouso por determinação médica. Chico Moura teria sofrido um abalo no sistema neurológico, provocado pela prisão do advogado. Melillo também foi procurado pela reportagem, mas não foi encontrado.

Carteiras adulteradas

Em julho do ano passado, cerca de mil carteiras de trabalho foram apreendidas no escritório de Francisco Moura, com suspeitas de falsificação. No suposto golpe, as carteiras estariam sendo adulteradas para o pedido de aposentadoria, por via judicial, feito, acredita o Ministério Público, pelo advogado Ézio Melillo.

Quando foi feita a apreensão das carteiras, os dois acusados negaram, em entrevista ao JC, qualquer envolvimento com as supostas fraudes.

O Ministério Público ainda pode recorrer da decisão do Tribunal Regional Federal.