08 de julho de 2026
Geral

Eletricitários da CTEEP param meio dia amanhã

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Os trabalhadores da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista CTEEP) paralisam as atividades por meio período na amanhã em várias cidades do Interior, para protestar contra a intransigência do governo em atender às reivindicações da categoria e fazer avançar a contraproposta da direção da empresa nas negociações da campanha salarial.

De acordo com o Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia), a paralisação é a resposta dos trabalhadores diante da intransigência do governo na negociação, já que falta autonomia aos representantes da empresa na mesa. A mobilização faz parte do plano de luta proposto pelo Sindicato, filiado à CUT, aprovado em assembléias de trabalhadores e que prevê paralisações semanais gradativas antes de deflagrar greve por tempo indeterminado.

A primeira paralisação, de duas horas, aconteceu na manhã da última segunda-feira. Nesse mesmo dia, à tarde, durante a segunda rodada com o Sinergia CUT, a empresa retrocedeu até na primeira proposta apresentada e rejeitada pelos trabalhadores. Simplesmente, por ordem de cima, os negociadores desdisseram o que haviam dito e que nem de longe atendia às mínimas reivindicações dos trabalhadores, afirmam os sindicalistas.

O acordo coletivo é garantido até maio de 2002, restando para esse ano apenas as discussões de reajuste de salários e benefícios. Mas, a primeira proposta da empresa foi apresentada como um pacote, misturando desde cláusulas econômicas até a extinção de direitos adquiridos e garantidos. A CTEEP propôs 2% de reajuste salarial mais três abonos de 10%, nada de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Para o Sinergia, o reajuste de 2% não repõe as perdas salariais, os abonos não são incorporados e o decreto que proíbe a PLR para as estatais paulistas é inconstitucional. O absurdo maior é querer acabar com direitos adquiridos garantidos por pelo menos mais um ano em troca da retirada do dissídio coletivo que corre na Justiça. Isso é chantagem, afirma a direção da entidade sindical.

O dissídio foi solicitado pela empresa nas negociações do ano passado, quando o governo também criou o impasse que fez com que a categoria, junto com os trabalhadores da Cesp, deflagrasse a greve que durou dois dias. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou o movimento legal e não abusivo, mandou pagar 7% de reajuste salarial e recomendou a negociação da PLR.

A paralisação de meio dia vai envolver trabalhadores da CTEEP em Bauru, Araraquara, Votuporanga, Itapetininga, Serrana, Jupiá, Mococa, Presidente Prudente, Santa Bárbara, Cabreúva, Chavantes, Bom Jardim, Taubaté e São Paulo.