08 de julho de 2026
Geral

Pesquisa avaliará PM Comunitária

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Coordenada pela professora Célia Retz, da Unesp, uma pesquisa buscará conhecer a opinião pública sobre a polícia

As bases comunitárias da Polícia Militar de Bauru passarão novamente pelo crivo da população. Desde ontem, alunos do curso de formação de soldados do CPI/4, sob a supervisão de universitários de Relações Públicas da Unesp, estão percorrendo a cidade e ouvindo a opinião pública sobre a qualidade do policiamento. A pesquisa, que tem a coordenação da professora Célia Retz, também da Unesp, deve ser concluída em um mês.

A coleta de dados segue os critérios do levantamento anterior, igualmente feito em parceria com a Unesp. A cidade foi dividida em setores para que a amostragem reflita o pensamento de todos os bauruenses, dos residentes na periferia aos moradores dos bairros nobres. Ao todo, serão aplicados 540 questionários, com a abrangência de 59 perguntas.

Trata-se de um questionário bem completo, com indagações objetivas e de livre resposta. As questões começam pelos hábitos do respondente, que será argüido tanto sobre suas preferências de noticiário impresso e televisivo quanto por suas opiniões críticas em relação à violência e criminalidade. As perguntas vinculadas às ações da polícia, obviamente, compõem a maior parte da sabatina.

Além da opinião sobre o trabalho da polícia em si, os respondentes estarão colaborando para o levantamento de estatísticas interessantes e inéditas, como a percentagem de bauruenses que já foram roubados na cidade.

A pesquisa, iniciada ontem, será uma continuidade da realizada em 1995, quando a população foi ouvida em relação a suas expectativas com a PM. As respostas foram determinantes para a criação da Polícia Comunitária, que implantou um modelo inovador de contato mais próximo com a população. Desta vez, a idéia é saber se a comunidade sentiu alguma diferença por conta do novo método de trabalho.

Os dados da pesquisa anterior revelaram que 30% dos bauruenses, notadamente residentes nos bairros mais pobres, usam ou já usaram o serviço da Polícia Militar. Os outros 70%, por sua vez, são, coincidentemente, os que afirmaram sentir insegurança.