08 de julho de 2026
Geral

A DOCE PRESSÃO DO AMOR

Izabel Ramos
| Tempo de leitura: 2 min

Muita gente quer mudar o mundo. Mudar para melhor, concedo. Só que, na prática, tenta mudá-lo à força. Tenta impor as mudanças. Mudanças que viriam em conseqüência da ação de lobbies e de grupos de pressão social.

Isso não chega a ser novidade. Foi assim mesmo no tempo de Jesus. Submetida a Palestina à crua dominação romana, os vencidos viram em Jesus a liderança capaz de mobilizar o povo humilhado e chefiar uma revolta armada. E Jesus se esquiva. Troca a cidade do ódio pela paz do deserto.

Não é possível matar a fome do pobre roubando à mão armada os manjares do rico. Não se dá a vida espalhando a morte.

Entendemos, sim, o desespero de tanta gente sem-terra, sem-pão, sem-esperança. Mas não deixa de ser desespero. Isto é, já não são capazes de apostar na força da verdade diante dos embustes da mentira. Não são capazes de crer no poder da Palavra de Deus como instrumento de conversão dos poderosos. E como Deus parece dormir, entendem que a solução está nas armas, na revolução, na tomada do poder.

E que fazem os fracos, quando chegam ao poder?

Ora, tornam-se fortes e repetem o mesmo modelo, ocupando agora o polo oposto: oprimem, rapinam, discriminam e matam. São movidos pelo ódio. É que sua capa de justiça os impermeabiliza a toda espécie de amor.

Nosso mundo - vejam os noticiários - vive uma espantosa luta pelo poder. Para juntar dinheiro, rouba-se a Previdência, para ter uma pensão, frauda-se a aposentadoria...

Sendo assim, como mudar o mundo para melhor? Tudo isso será possível por ilhotas de solidariedade cada vez mais numerosas, que constituam, pouco a pouco, uma resistência a tudo o que é desumano.

Se os fracos apostarem no amor, acabarão vencendo. Pois o ódio sempre é vencido pelo amor. Foi assim no Calvário. Assim será entre nós. (Izabel Ramos - RG: 4.779.639)