...mas não do apagão da energia elétrica, pois este pode propiciar uma gostosa viagem de volta ao passado, muito embora muitos possam não gostar. Poderemos voltar, dentre outras coisas, a colocar bancos nas calçadas e conhecermos um pouco melhor nossos vizinhos, ao invés de ficarmos olhando fixamente para o zoiudão e vendo as novelas da tal plin plin, ou o mundo cão do camundongo. Muito embora, hoje, corramos o risco de termos os bancos roubados. Afinal, na região onde moro, até cachorros estão desaparecendo dos quintais. Voltar a comer em panelas de ferro, comida preparada no fogão de lenha. Voltar a usar o lampião a gás ou mesmo o de camisinha, o de carbureto. Nisto os pirangueiros levarão vantagem, pois não vão precisar comprar o equipamento, com certeza inflacionado, mesmo vivendo na terra do fantástico real. O medo que tenho é do tal apagão eletrônico por ocasião das apurações de eleições. Em várias cidades estão sendo comprovadas as fraudes ocorridas, o que vem comprovar a tese que sempre defendemos, que aquelas maquininhas não têm funcionamento imparcial. Mentes malignas conseguem interferir no seu funcionamento. Depois de Diadema, agora é a vez de Araçoiaba da Serra, dentre outras. Ano que vem teremos eleições em época de apagão. Quanta energia não seria economizada com a não utilização destas maquininhas. Lampião de gás, ferro a brasa, geladeira a querosene e cédulas de papel, é a volta a um tempo onde não existiam tantas maldades. Para completar a felicidade e a alegria de viver, nesta volta aos tempos antigos bem que poderia ocorrer uma romaria aos asilos de velhos e casas de repouso, com os filhos levando seus ascendentes para com eles conviverem no dia-a-dia, tirando da cabeça esta teoria individualista, de que idoso atrapalha. Teríamos então um carnaval temporão. (Antonio Pedroso Jr. e-mail: ChineloNeles@aol.com)