A apreensão é a maior do ano na região; aves estavam sendo mantidas em cativeiro, em quatro diferentes residências
Agudos - Uma ação conjunta entre a Polícia Florestal, Ibama e Polícia Civil resultou, ontem, na maior apreensão de pássaros do ano na região, em Agudos. Pelo menos 165 aves estavam em cativeiro irregularmente, segundo o comandante do Pelotão de Polícia Florestal de Bauru, tenente Nilson Fidelis da Silva.
As aves foram encontradas em quatro residências da cidade. Numa delas, na rua José Salmen, no Centro, o criador era Luiz Augusto dos Santos e lá foram apreendidos 100 pássaros. Ele disse para os policiais que gostava de criar pássaros e não vendia as aves. Manter no cativeiro ilegalmente e vender tem a mesma pena prevista. A venda pode agravar a condenação, mas isso quem decide é o promotor de Justiça e o juiz, afirmou o tenente. O crime é afiançável.
Ainda ontem, os policiais continuaram as buscas e apreenderam mais 26 aves, com José Raul Barbosa Neto; 20 com Antonio Ferraz Júnior e 19 com Elídio dos Santos Lopes. Segundo a polícia, esse tipo de crime viola o artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais. São delitos ecológicos com pena prevista de seis meses a um ano de detenção, explica o delegado Eron Veríssimo Gimenes. Há ainda a possibilidade da aplicação de multa, que gira em torno de R$ 500,00 por ave.
O comandante da Polícia Florestal disse que chegou até os criadores após denúncias anônimas. Ainda ontem, os pássaros apreendidos foram levados para o zoológico de Bauru, onde devem passar por uma triagem. Os que apresentarem condições de se adaptar à vida fora do cativeiro, serão soltos. Entre os pássaros apreendidos estão aves de espécies como pintassilgo, sabiá, canário-da-terra, pixarro, azulão, trinca-ferro e pássaro-preto. O preço das aves no mercado negro vai de R$ 50,00 a R$ 800,00. Um pássaro legalizado pode custar até R$ 3 mil.
Não se pode manter um pássaro em cativeiro. Para se criar aves legalmente, a pessoa deve ir à Federação Brasileira dos Criadores de Pássaros, que é o órgão que administra os criadouros, e também obter uma carteira do Ibama, explica o tenente.