08 de julho de 2026
Geral

Câmara discute saúde do servidor na 2ª

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Nilson garante que se vereadores viabilizarem uma alternativa para o problema, convocará sessão extraordinária

Os vereadores vão se reunir informalmente na próxima segunda-feira, no período da tarde, para discutir uma alternativa que viabilize um plano de saúde para os servidores públicos municipais. Ontem, o presidente da Câmara Municipal, Walter Costa (PPS), encaminhou ofício aos parlamentares formulando o convite. A reunião está agendada para às 16 horas e é restrita aos vereadores.

O presidente do Legislativo comunicou ao prefeito Nilson Costa (PPS) o agendamento do encontro. Nilson disse a Walter que se os vereadores encontrarem uma alternativa viável à proposta da Administração, convocará uma sessão extraordinária para discussão e votação do projeto.

O prefeito explicou, ontem, que a emenda encaminhada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) à Câmara, assinada por 15 vereadores, inviabilizaria as finanças do Município. A proposta do sindicato é que o servidor contribua com 2% de seu salário para bancar o plano de saúde.

Pelos cálculos de Nilson, se a emenda fosse aprovada a Prefeitura teria que dispender cerca de R$ 590 mil por mês para destinar à assistência médica da categoria. Gastaríamos cerca de R$ 7 milhões por ano. Isso significa 5% do nosso orçamento anual.

Ele diz que está disposto a dialogar com o Legislativo e tentar, até, viabilizar a proposta da Administração, que determina uma cota de 30% do custo mensal do plano ao servidor e 70% por parte da Prefeitura.

Fora disso, nós não temos como viabilizar o plano. Agora, se houver um entendimento com a Câmara, tudo bem, vamos analisar. A nossa proposta foi bem estudada antes de ser encaminhada ao Legislativo.

Ponto pacífico

No ofício distribuído aos vereadores ontem, Walter Costa afirma que é ponto pacífico entre a categoria que os funcionários da Administração não merecem a perda do benefício. A reunião terá por objetivo maior a restauração desse direito.

Ele acredita que na reunião da próxima segunda-feira poderá ser encontrada uma solução e recursos orçamentários suficientes nem tanto aos céus, nem tanto à terra.

Na próxima quarta-feira, o contrato entre a Prefeitura e a Unimed vence e não será prorrogado pela Administração. Cerca de 14 mil pessoas, entre servidores e seus familiares, vão ficar sem assistência médica por tempo indeterminado.

Em assembléia realizada anteontem, cerca de 100 funcionários da Prefeitura aprovaram a deflagração de um movimento grevista parcial a partir da próxima quinta-feira. A entidade sindical pretende paralisar as atividades da categoria por setor e de surpresa.

A diretoria do Sinserm foi à Delegacia de Polícia registrar um Boletim de Ocorrência (BO) de preservação de direitos, por entender que o prefeito vai cometer um ato ilegal ao deixar a categoria sem assistência médica.

Sinserm quer participar da reunião

A diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), Idelma Alcântara, afirmou, ontem, que pretende manter contato com a Câmara Municipal para discutir a possibilidade da entidade participar da reunião da próxima segunda-feira, que debaterá o futuro da assistência médica da categoria.

O encontro, agendado pelo presidente do Legislativo, Walter Costa (PPS), é restrito aos vereadores, segundo ofício assinado por ele e encaminhado aos gabinetes dos parlamentares.

O sindicato gostaria de estar participando da reunião porque trata-se de um assunto de interesse específico dos servidores. A sindicalista afirma que a Administração tem feito declarações na imprensa sobre o assunto com interesse de confundir a opinião pública.

Para evitar que mais distorções sejam publicadas na imprensa é que pedimos, publicamente, que o sindicato seja representado nesse encontro.