08 de julho de 2026
Geral

Eletricitário da CTEEP pára amanhã

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Os trabalhadores da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) irão paralisar as atividades por um dia, amanhã. O objetivo é protestar contra a negativa do governo em atender às reivindicações da categoria e avançar com a contraproposta da empresa nas negociações da campanha salarial.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia/CUT), a paralisação de um dia envolverá trabalhadores da CTEEP em Bauru, Araraquara, Votuporanga, Itapetininga, Serrana, Jupiá, Mococa, Presidente Prudente, Santa Bárbara, Cabreúva, Chavantes, Bom Jardim, Taubaté e São Paulo.

A paralisação é a resposta dos trabalhadores à intransigência do governo na negociação, já que falta autonomia aos representantes da empresa na mesa. A mobilização faz parte do plano de luta proposto pelo Sinergia, aprovado em assembléias de trabalhadores, e que prevê paralisações semanais gradativas antes de deflagrar greve por tempo indeterminado, informa a assessoria da entidade, em nota divulgada à Imprensa.

A primeira paralisação dos trabalhadores durou duas horas. O segundo protesto ocorreu no último dia 18, com meio dia de paralisação. Mas, a proposta do governo continua muito aquém das reivindicações da categoria. Na última rodada de negociações, realizada no dia 29 de junho, a empresa propôs 3,5% de reajuste salarial e dois abonos de 20% do salário, sem reajuste dos benefícios econômicos.

A CTEEP apenas se compromete a discutir a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), limitada a uma folha, em até 60 dias depois de assinado o acordo coletivo, e que discutirá também a extinção ou redução de benefícios, como gratificação de férias, adicional por tempo de serviço, indenização por morte, hora-extra e função acessória.

Para o Sinergia/CUT, a intransigência do governo está forçando os trabalhadores a entrar em greve para ver atendidas as suas reivindicações. O atual presidente da estatal mostra verdadeira aversão em negociar e parece disposto a repetir o processo do ano passado, quando jogou a negociação para dissídio. Absurdo maior é querer acabar com direitos adquiridos, garantidos por pelo menos mais um ano, em troca da retirada do dissídio coletivo, que ainda corre na Justiça.

Caso as negociações não avancem, os trabalhadores da CTEEP prometem entrar em greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 10. A troca de turno e os serviços essenciais serão mantidos sob controle dos trabalhadores.