Plano de saúde
A presidência da Câmara articulou e o Executivo pode ter mais uma chance para instituir um novo programa de saúde para o servidor municipal. Mais de 2/3 da Câmara estiveram presentes na reunião de ontem, quando foi discutido um novo projeto. A alternativa terá que contar com a iniciativa do prefeito. Mas tudo indica que a Câmara terá que se reunir no recesso para votar um novo projeto.
Percentuais
O prefeito queria arcar com 70% do plano de saúde privado, sendo que o servidor pagaria 30%. Para um custo estimado de R$ 40,00 per capita, o Executivo concluiu que uma família de quatro dependentes cada servidor passasse a contribuir com R$ 12,00 por plano, ou R$ 60,00 no total. O plano foi considerado inviável para a maioria dos servidores, que ganha até R$ 350,00.
Nova proposta
Mas ontem foi discutido um recolhimento único de 5% em folha somente do servidor titular do plano. Ou seja, o novo plano poderia custar R$ 17,50 para 60% de todos os servidores que ganham menos, com a vantagem de ser extensivo para os dependentes, sem custo adicional. Assim, toda a família poderia aderir ao plano ao custo único de R$ 17,50. Isso está sendo encaminhado ao prefeito hoje e há pressa no retorno.
Gravações
A espionagem eletrônica na Câmara continua sendo comentada na cidade. Formadores de opinião tarimbados com o ambiente do Legislativo estão lembrando que o expediente de gravações foi instaurado em Bauru com o episódio Batata-Hélio Pires. De lá para cá, muita gente deixou de discutir projetos ou assuntos do meio político no prédio do Legislativo, ou até mesmo com alguns vereadores.
Marca oficial
Os veículos oficiais da Câmara passaram a ter um emblema de identificação na lateral, na altura das portas. O Legislativo quer que sua frota seja identificada nas ruas, mesmo quando os carros são conduzidos pelos vereadores. A Câmara também limitou as despesas com viagens. As medidas visam não permitir que a Casa extrapole o que manda a lei fiscal.
Consulta 1
Depois de perder para o ex-governador Orestes Quércia o comando do diretório estadual do PMDB, o deputado federal Milton Monti já pensa em trocar de partido. Anteontem, Monti reuniu cerca de 700 peemedebistas em sua chácara, em São Manuel, e aplicou um questionário com seis perguntas sobre o assunto. O resultado deve sair hoje.
Consulta 2
O ex-prefeito Tidei de Lima (PMDB) foi convidado para a reunião, mas não foi. Tidei justifica seu não comparecimento ao encontro afirmando que esse não é o momento para se discutir uma provável troca de partido. Particularmente, ele diz que não pretende se desfiliar do PMDB. Mas sua relação com Quércia está desgastada. Tidei apoiou a candidatura de Monti.
Sem recepção
O deputado estadual Luís Carlos Gondim, do PV, visitou Bauru ontem e nenhum verde apareceu para recepcioná-lo. Cláudio Turtelli, que comandou o partido na cidade, sumiu do meio político depois das eleições municipais do ano passado. A ausência de comando já nutre o desejo de interessados na legenda, inclusive de pessoas ligadas a Gondim.