Serenidade incisiva. Movimentos e sinuosos e quebras. Cores vivas e tons frios. Texturas fortemente marcadas e superfícies lisas. Tudo parece ser antagônico na obra de Roberto Emiliano.
Algumas de suas telas podem ser apreciadas em uma pequena mostra de seu trabalho, exposto na Galeria dos Monges (Cervejaria). A exposição fica em cartaz até 21 de julho.
Quem estava acostumado com suas carregadas e detalhistas obras em ferro vai encontrar um outro lado do artista. Desta vez, o trabalho rígido e pesado do chumbo Emiliano cede espaço para a suavidade do Emiliano algodão. Mesmo assim, os quadros são instigantes, desafiam o olhar do espectador e propõem estranhas viagens.
Enquanto o vermelho, escorrido, cria formas aleatórias, o azul corta o fundo em zigue-zagues inacabados. O cinza recebe cortes do branco e outras cores escuras, delimitando figuras geométricas e levando o artista a atingir boas propostas abstratas.
Assim escreveu o analista de arte Roberto Luiz Mattar sobre o trabalho de Emiliano: Os quadros são trabalhos que reformam os conceitos de arte contemporânea, enfatizando a indagação e fazendo valer o ensejo da contemplação. Quem conhece Emiliano em presença pode confirmar que a facilidade com que traduz suas obras, desde o clássico, esculturas, painéis e telas, é digna de láureas de um mestre da arte.
Serviço
Emiliano expõe na Galeria dos Monges (Cervejaria) até dia 21. Av. Getúlio Vargas, 7-50. Informações: 234-7773.