A Associação dos Servidores Públicos Municipais e a Unimed não fecharam um acordo para um plano de saúde tampão, que daria cobertura médica até que a Prefeitura contrate, via licitação, a empresa que vai prestar assistência à categoria. Ontem, representantes das partes se reuniram e não chegaram a um consenso. A carência é o item que emperrou a negociação.
A associação acusa a Unimed de ter recuado na proposta apresentada anteontem à noite. Segundo o presidente da diretoria executiva da entidade, Ismar Murback, a empresa havia garantido que os segurados não teriam restrições no uso do plano, ou seja, a carência não seria aplicada em nenhum atendimento oferecido pelo plano.
Murback explica que a situação se alterou do dia para a noite. Na reunião de ontem com a Unimed, seus representantes reapresentaram a proposta com duas restrições: carência de 150 dias para gestantes e para cirurgias cardíacas. O novo quadro obrigou a diretoria da associação a recuar para reavaliar a proposta. O presidente do conselho deliberativo da entidade, Wagner Bertolucci, adiantou que é provável que o acordo com a Unimed não seja assinado se essa proposta prevalecer.
Confusão
A Unimed não concorda com a versão apresentada pela Associação dos Servidores Públicos Municipais. Segundo o gerente comercial da empresa, Dorival Russo de Moraes, deve ter ocorrido uma confusão na apresentação das propostas do plano, que se resumem em livre adesão (com carência em alguns atendimentos) e empresarial (livre de carências).
O custo individual do plano é de R$ 36,21. A taxa de adesão é de R$ 10,00 pago na primeira mensalidade. Além de pagar o plano, o cooperado terá que desembolsar R$ 15,00 por consulta que, junto com exames simples estão livres de carência. Para os exames simples e especializados está prevista uma franquia de R$ 50,00.
Ou seja, o usuário será responsável até o valor da franquia para todos os exames. A diferença que ultrapassar o valor da franquia, a Unimed se encarregará de cobrir. Tratamento ambulatorial, exames especializados, internações clínicas e cirúrgicas não têm carência, mas estão vinculados a avaliação médica antes da liberação.
Pela proposta, o servidor que aderir ao plano após 30 dias de seu início vai ter carências em exames especializados (60 dias), tratamento ambulatorial (150 dias), internações clínicas e cirúrgicas (180 dias), hemodiálise, transplantes e cirurgias cardíacas (180 dias) e obstétricas (300 dias).
Para fechar o plano, há exigência mínima de 500 adesões. Só tem direito a se associar à cooperativa os servidores que são sócios da associação. A entidade registra, atualmente, 1,8 mil associados.