08 de julho de 2026
Geral

Médicos residentes suspendem greve

Redação
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A greve dos médicos residentes, que está sendo apoiada pelos residentes do Instituto Lauro de Souza Lima, deve terminar hoje, às 7 horas. A paralisação teve início na terça-feira, ao meio-dia. Em virtude do andamento insatisfatório das negociações, há possibilidade de realização de uma nova greve, com tempo indeterminado de duração.

De acordo com o médico André Costa Cruz Piancastelli, residente do Instituto Lauro de Souza Lima, os grevistas estão reivindicando reajuste salarial de 75%. As bolsas passariam de R$ 1.077,00 a R$ 1.900,00.

Além disso, os residentes estão mobilizados para que a carga horária prevista em lei, de 60 horas semanais, incluindo plantão de 24 horas, não seja excedida. Os manifestantes também estão pleiteando trabalho com supervisão de médicos especialistas, moradia, auxílio-maternidade, alimentação e aulas teóricas totalizando de 10 a 20% da carga horária.

De acordo com Piancastelli, os residentes do Instituto Lauro de Souza Lima aderiram à greve em apoio às reivindicações nacionais, já que a entidade atende às principais normas previstas em lei. Quanto ao Lauro de Souza Lima, praticamente todas as reivindicações estão dentro da lei, ainda que trabalhemos um pouco mais de 60 horas semanais. Apesar do hospital estar bem melhor que outros, aderimos à greve em apoio à mobilização nacional e pelo reajuste da bolsa, disse.

O residente afirma que o valor atual da bolsa é insuficiente para suprir às necessidades de ensino. Com a bolsa atual, não há como manter-se como residente, comprando livros que custam R$ 300,00 e participando de congressos e cursos. O residente, muitas vezes, tem que fazer plantão fora para manter-se e complementar a bolsa, alegou.

Apesar da greve, o atendimento aos pacientes do Instituto Lauro de Souza Lima não foi prejudicado, de acordo com Piancastelli. Os médicos assistentes estariam atendendo às consultas marcadas, enquanto os próprios residentes estão atendendo os casos de urgência e emergência, conforme estabelece o código de ética dos profissionais.

Segundo Piancastelli, a paralisação de um dia realizada no mês de maio, assim como a realizada esta semana, foram greves de aviso. O residente afirma que há possibilidade de realização de uma greve por tempo indeterminado, diante do andamento insatisfatório das negociações. Se não tivermos as reivindicações aceitas, o comando de greve pode marcar outra data e a greve pode instalar-se por tempo indeterminado, como a proposta de Minas Gerais e de Pernambuco, agravou.

Os residentes afirmam que o Ministério da Educação (MEC) deve propor um reajuste de 23% das bolsas. Conforme o que foi discutido na reunião de ontem, o mínimo que aceitaremos é de 50%, enfatizou Piancastelli.