Um programa voluntarioso de reasfaltamento. É só o que a cidade está pedindo? Não! Bem mais que pedindo ela está exigindo. Mas, somente isso? Não, absolutamente não, porque as exigências de hoje no setor vão mais longe, bem mais longe, alcançando as raias da política. Isto sim, uma política de reasfaltamento, como as existentes no terreno de outras matérias, como as de saúde, educação, eletricidade, tributária etc. É isso que Bauru está necessitando urgentemente. E opinaremos explicando o porquê. É que a maior parte das nossas artérias viárias está com muitos trechos de seu calçamento asfáltico - desculpem-nos - em petição de miséria, como o vulgo costuma classificar aquilo de que não gosta por representar problema que na sua opinião não deveria existir, quer dizer, já deveria estar sendo acudido pela administração municipal. Quem passa com seu veículo por certos pedaços de vias só não põe as mãos na cabeça porque isso não ajudaria a consertar os danos do asfalto, mas, o que é pior, pode resultar em algum acidente, tipo colisão de carangos. Coitadinha, por exemplo, da nossa querida Nações e outras ruas e avenidas, nas quais os remedinhos e os remendões são quase sucessivos e, por isso, marcados por muita incidência. Como reparar todos eles? Muito difícil, dificílimo até. Então, o certo ou o viável seria a Municipalidade redigir e definir a tal política de reasfaltamento, pondo suas equipes nos locais para destruir o que já não satisfaz de maneira nenhuma e substituir todo o asfalto estraçalhado por outro, novinho em folha, de absoluta segurança, que não seja a contradição daquele cartaz, existente na Nações, distante de nossa querida morada, de acordo com o qual todos quantos cheguem à cidade sejam bem-vindos a Bauru, naturalmente sem os solavancos que tiram o sono dos motoristas, o que, conclusivamente, é o que eles teriam de positivo, se é que isso possa ser elogiável, como fator de prevenção de acidentes. Descumpem-nos a franqueza, o abuso da investida, mas a política do reasfaltamento precisa ser considerada, sem delongas, pelos homens do Executivo e do Legislativo, aos quais incumbe zelar pela segurança e pelo bom aspecto da Sem Limites. Seria isso muito difícil de se fazer? Talvez pudesse o reasfaltamento se metamorfosear naquilo que está faltando para harmonizar os espíritos nesta fase de intensas contendas existentes entre muitos dos políticos municipais. Seria uma divergência a menos. É a nossa opinião.
(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).