08 de julho de 2026
Geral

Maconha apreendida em ambulância é incinerada

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru incinerou, ontem à tarde, 41,8 quilos de maconha no forno da Ajax. A droga incinerada foi apreendida anteontem, quando estava sendo transportada na ambulância Caravan placas BJC 0457, de Bauru, na rodovia Bauru-Marília.

A polícia apurou que a maconha era oriunda do Paraguai e o destino seria Bauru. O motorista da ambulância, Adilse Silva, 37 anos, morador em Ponta Porã (MT), e que tem família em Bauru, foi preso em flagrante por tráfico. O fato de a maconha estar sendo transportada em ambulância, uma forma de reduzir os riscos do tráfico ser descoberto, surpreendeu os policiais da Dise.

Dificilmente, uma ambulância seria parada pela Polícia Rodoviária, por exemplo. A Caravan apreendida está em nome de uma pessoa física que mora em Bauru, cujo nome não foi revelado pelo delegado-titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos. Portanto, a ambulância não tem nenhuma relação com órgão público, hospital ou clínica particular da cidade.

O delegado explicou que está sendo investigado se o proprietário da ambulância tem ou não relação com o tráfico. Tudo indica que a ambulância havia sido usada outras vezes para o transporte de drogas. Os policiais da Dise descobriram que há, inclusive, um site na Internet que oferece serviços da ambulância apreendida.

José Henrique disse que a polícia vai investigar o site. A ambulância usada para o transporte da maconha estava equipada com maca e sirene, como se realmente transportasse pacientes. A maconha foi incinerada ontem, um dia após a apreensão, em razão da quantidade da droga, considerada grande.

José Henrique disse que, temendo o risco de guardar a droga até o fim do processo, solicitou autorização judicial para a incineração ontem mesmo, após teste feito por perito da Polícia Técnica. Representantes da Subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil, da comunidade e da própria Ajax, além de policiais da Dise e um engenheiro de segurança, acompanharam a incineração.