08 de julho de 2026
Geral

Dono de posto diz seguir normas da ANP

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 2 min

Proprietário rebate informações de que combustível não estaria atendendo especificações da Agência Nacional de Petróleo

O proprietário do Posto Modelo, Walter Luiz Pasin Jr., procurou a reportagem do Jornal da Cidade a fim de prestar esclarecimentos sobre a matéria publicada na edição de ontem, em que seu estabelecimento é apontado pelo Ministério Público Federal como um dos que apresentaram irregularidades em amostras de combustível analisadas.

Na matéria publicada, segundo o procurador da República Pedro de Oliveira Machado, o combustível coletado no posto apresentou teores de benzeno (solvente) e de álcool acima do permitido pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Foi, então, protocolado um pedido de instauração de inquérito policial para apurar o caso de três estabelecimentos.

Pasin, que afirma não ter recebido recado de que o JC o procurava para responder sobre a medida tomada pelo procurador, disse nunca ter recebido reclamações sobre o combustível que vende e que só trabalha com distribuidoras autorizadas pela ANP. Tenho todas as notas de compra e faço todos os testes exigidos pela ANP. Nunca foi constatada nenhuma irregularidade. Vendo o combustível do jeito que vem, afirmou.

Ele também salientou que tem disponível amostras de contraprova, colhidas no ato da compra do combustível. Por meio dessas amostras, que são colhidas obrigatoriamente pelos postos, é possível saber como o combustível chegou da distribuidora para a revenda. Não sou fabricante, apenas revendo. Não tenho condições de fazer testes minuciosos para saber a composição do combustível que chega das distribuidoras, como a cromatografia (uma espécie de raio-x da gasolina), que exige equipamentos sofisticados de laboratório. Nenhum posto faz isso, disse.

O proprietário, que está no ramo há 13 anos, também disse que uma unidade móvel da Unesp de Araraquara - credenciada para realizar as análises supervisionadas pela ANP - passa quinzenalmente pelo posto, recolhendo amostras para teste, e que até hoje nunca havia sido encontrada irregularidade.

Como argumento, Pasin encaminhou à reportagem uma extensa matéria publicada na revista Quatro Rodas (edição de março de 2000), a qual denuncia que as próprias refinarias adicionam solventes ao combustível, o que torna mais difícil saber quem são os verdadeiros adulteradores.