11 de julho de 2026
Geral

O acúmulo de grande quantidade de lixo nas ruas de Bauru, devido à greve dos servidores municipais, tem gerado muitas reclamações por parte da população.

Redação
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Os servidores devem decidir o rumo do movimento em assembléia marcada para hoje cedo. Lixo acumula nas ruas.

A greve dos servidores municipais de Bauru entrará, hoje, no sexto dia se a categoria não decidir voltar ao trabalho na assembléia marcada para às 7 horas. Caso não haja acordo entre Prefeitura e servidores na assembléia de hoje cedo, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) deve contratar funcionários em condição emergencial para coletar o lixo acumulado nas ruas da cidade desde quinta-feira e que já passa de mil toneladas.

A população está reclamando da sujeira na cidade provocada pela paralisação do serviço de coleta domiciliar de lixo. A assembléia de hoje cedo será no Departamento de Apoio Operacional da Prefeitura (DAO), antiga Divisão de Transportes Internos (DTI), que fica na rua Aparecida, no Centro.

A diretora do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), Sônia Carvalho, afirmou que a greve continua e ganha características de luto pela morte do filho de um servidor municipal, na noite do último sábado. O bebê nasceu com problemas cardíacos e tinha que fazer uma cirurgia em São Paulo. Devido ao corte do plano de saúde da Unimed, ele não teve atendimento adequado. Alegaram falta de transporte e ele acabou morrendo na noite de sábado, afirmou.

Lixo

Sacos de lixo amontoados em esquinas, sacolas reviradas por animais e lixo espalhado pelas ruas. Esse é o cenário da cidade com a paralisação dos serviços da coleta domiciliar de lixo, devido à greve dos servidores públicos municipais. A categoria reivindica 25% de reajuste salarial e aumento do vale-compra para R$ 160,00. Enquanto isso, a situação do lixo nas ruas de Bauru torna-se preocupante, na medida em que põe em risco a saúde da população.

Moradores reclamam do aparecimento de insetos devido ao acúmulo de lixo nas proximidades de suas casas. É o caso de Argeu de Oliveira, morador da rua Cuba, na Vila Independência. O pessoal põe o lixo na esquina do cemitério, próxima à minha casa. As moscas estão aumentando aqui, daqui a pouco haverá ratos. Se não resolverem o problema, eu vou colocar fogo no lixo. Não é possível! Isso está virando uma calamidade, reclamou.

Oliveira cobra uma solução por parte da administração municipal. Tem que ter recurso; eles têm que fazer alguma coisa. Na hora de votar, dizem que cuidam da saúde, mas está tudo errado, opina.

O presidente daEmdurb, Antonio Carlos Duarte, afirmou que, caso não haja acordo após a assembléia de hoje, haverá contratação emergencial de pessoal para coletar o lixo. Se não houver acordo, a Prefeitura irá decretar emergência. Trata-se de uma questão de saúde pública. Se a Prefeitura decretar, nós vamos contratar funcionários, garantiu.

A diretora do Sinserm alega que a contratação emergencial de funcionários é ilegal. A Prefeitura disse que poderá contratar mão-de-obra emergencial, mas essa contratação é ilegal se não houver acordo entre a administração e o comando de greve. Está na lei. Eles não podem contratar pessoas desqualificadas para operar os caminhões, afirmou Sônia.

No entanto, o presidente da Emdurb garante que a lei permite a contratação em situação de emergência. Está colocando vidas em risco. Caso não haja acordo, a obrigação da empresa é salvaguardar a boa condição da saúde pública, observou.

Assembléia

Na assembléia de hoje, a direção do Sinserm, juntamente com os servidores, deverá discutir a continuidade ou não da greve e sobre os serviços essenciais. Após a assembléia, iremos à Prefeitura levar nosso posicionamento, acrescentou Sônia.

Apesar da situação, o presidente da Emdurb mostrou-se otimista em relação a um acordo com os grevistas. Esperamos que, após a assembléia, a reunião com os diretores do sindicato e os advogados da Emdurb seja proveitosa, colocou.

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