09 de julho de 2026
Geral

General do Exército visita a Polícia Militar de Bauru

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Envolver o Exército brasileiro em atividades policiais é desvirtuar a atividade na opinião do general, Mário de Oliveira Seixas. O comandante da 11.ª Brigada de Infantaria Blindada esteve ontem em Bauru em visita ao Comando de Policiamento Interior-4 (CPI-4) e 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4ºBPM-I).

Ele usou metáforas para dar sua opinião sobre a utilização do Exército no policiamento. Se eu quiser tomar sopa, uso uma colher. Se a minha colher estiver furada ou amassada e eu tiver dificuldade para tomar sopa com ela, é preferível consertar a minha colher, não entortar a minha faca tentando dar concavidade a ela para tomar a sopa, disse.

O general explicou que quando se fala em envolver o Exército em atividades policiais está desvirtuando funções. Está tentando entortar a faca. O que nós precisamos fazer é estudar o porquê a colher está torta. Se é que ela está torta. O que eu posso fazer para que a colher seja eficaz? Estudar a melhor forma de produzir os resultados que todos desejam. Porque se eu tentar entortar a faca, eu não vou resolver o problema, disse.

Seixas disse que é preciso identificar as causas dos problemas, enfrentar de maneira a reverter a atual conjuntura porque continuar trabalhando só com os efeitos e os resultados são paliativos, afirmou ressaltando que o Exército não se destina à segurança pública.

A visita do general a Bauru, segundo ele mesmo explicou, foi uma cortesia. O Exército não tem autoridade para inspecionar a Polícia Militar. Temos atividades complementares e precisamos nos conhecer bem. É interessante que mantenhamos estes contatos para conseguir um trabalho mais eficaz de todos. Nós trabalhamos juntos, mas cada um tem sua área de responsabilidade, disse.

Para o general, a polícia atua na reta final do processo social que deságua no crime, na marginalidade. O processo tem início em outras áreas da administração pública, sobre as quais a polícia não tem acesso. Ela não tem como ser mais eficaz enquanto não houver eficácia da ação administrativa de outras áreas, de onde emerge a marginalidade, disse.