09 de julho de 2026
Geral

Cadeião vai transferir 25 presos hoje

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Transferências ainda não serão suficientes para amenizar a situação da Cadeia Pública, que está superlotada

Vinte e cinco presos da Cadeia Pública de Bauru, o Cadeião, serão transferidos, hoje pela manhã, para presídios de Lucélia, Mirandópolis e Pacaembu. Na opinião do delegado Roberto Cabral Medeiros, diretor do Cadeião, as transferências ainda não serão suficientes para amenizar a situação da cadeia, que está superlotada.

Anteontem, os presos fizeram uma rebelião e mantiveram um carcereiro como refém por três horas. Eles denunciaram que sofreram maus-tratos da polícia nas blitze realizadas nas celas na última sexta-feira, após uma tentativa de fuga. Neste ano, a Cadeia Pública de Bauru sofreu cinco tentativas de fugas, todas frustradas pela ação rápida da polícia.

Ontem à noite, o Cadeião abrigava 169 presos, mas a capacidade do prédio, de acordo com Medeiros, é para 24 detentos. Até pouco tempo, a Polícia Civil divulgava que a cadeia comportava 70 presos. Ao assumir o expediente do Cadeião, Medeiros verificou que a capacidade era menor, para 36 presos.

Ele explicou que, recentemente, foi feita nova medição das celas, quando foi constatado que cada xadrez do Cadeião mede 12 metros quadrados. Com essa metragem, pela lei, o Cadeião comportaria apenas 24 presos. O delegado ressaltou que a legislação determina que cada preso tenha seis metros quadrados na cela. Apesar da rebelião de terça-feira, o clima ontem na cadeia era de tranqüilidade, de acordo com o delegado.

Segundo Medeiros, 20 dos 25 presos que serão transferidos hoje já foram condenados. Os outros cinco são oriundos de Lençóis Paulista, transferidos para Bauru na última rebelião na cadeia daquela cidade, há menos de um mês. Apesar do número de vagas obtido no sistema prisional, ainda vão ficar no Cadeião dois presos condenados.

Medeiros disse que continuará reivindicando mais vagas em presídios, para que todos os presos condenados do Cadeião sejam transferidos, como prevê a lei. As 25 vagas nos presídios de Lucélia, Mirandópolis e Pacaembu foram conseguidas com a ajuda do promotor Luiz Carlos Gonçalves Filho, que participou das negociações com os presos no dia da rebelião.

Devido à rebelião de anteontem, as visitas aos presos da Cadeia Pública de Bauru que seriam realizadas hoje estão suspensas.