Pedido refere-se à denúncia de que presos da Cadeia Pública de Bauru teriam sido agredidos e estariam sob surto.
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Bauru protocolou, ontem à tarde, no Fórum local, um ofício dirigido ao Juízo das Execuções Penais pedindo a apuração das denúncias de que teria ocorrido maus tratos aos presos na Cadeia Pública. O requerimento também pede providências para o combate de virtual surto de doenças de pele entre os detentos.
O pedido ao Judiciário foi formulado pelos vereadores da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que tem como presidente Lelo Rodrigues (PTB) e José Eduardo Ávila (PPB) e Pastor Luiz (PL) como membros. Os vereadores lembraram que há tempos estão preocupados com a falta de estrutura da Cadeia Pública local para atender a população carcerária produzida pela cidade, onde já manifestaram opinião pelo fechamento da unidade. Quanto ao surto de doenças de pele, a comissão pede que seja solicitada providência da regional de saúde DIR-X para que se combata o problema entre os presos.
Paralelo a essa questão na Cadeia Pública, o advogado Ailton José Gimenez disse, ontem, que vai conversar informalmente com o juiz federal Heraldo Garcia Vitta. O advogado quer expor ao magistrado que tem preocupação com a presença do ex-prefeito Antonio Izzo Filho em uma ala com outros presos dentro da Cadeia Pública. Como aconteceu na última rebelião com um policial mantido como refém, Ailton Gimenez disse que já advertiu que Izzo Filho também pode ser surpreendido nesta condição, o que lhe impõe risco.
Ailton Gimenez lembra que Izzo Filho está preso em cela especial por uma decisão em grau de recurso a ser apreciada no Tribunal Regional Federal (TRF). Assim, para o advogado, seu cliente está sendo submetido a um risco desnecessário e irregular na Cadeia Pública.