11 de julho de 2026
Geral

Inauguração do Hospital Regional, prevista para 2002, criará nova realidade de atendimento de saúde em Bauru.

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Uma das propostas é transformar o Hospital de Base num centro para atendimento de urgências e emergências.

A inauguração do Hospital Regional de Bauru, prevista para o segundo semestre do ano que vem, com estrutura para 445 leitos, vai criar uma nova realidade no sistema de atendimento à saúde no Município. Uma das propostas que vai compor o processo de discussão do novo modelo a ser implatado no setor é a transformação do Hospital de Base (HB) num centro de atendimento de urgências e emergências, que terá como porta de entrada o Pronto-Socorro Municipal.

A proposta é defendida pelo médico e deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). Na sua opinião, parte da área física do HB deverá ser transformada num hospital-pronto-socorro. Pelos cálculos do deputado, a nova estrutura de apoio ao Pronto-Socorro deverá contar com a disponibilidade de mais de 100 leitos para o atendimento de urgências e emergências.

A ala de leitos do HB que deverá ser destinada ao PS é a que fica no térreo. No piso superior, com exceção do centro cirúrgico - que passará a atender o Pronto-Socorro -, será destinada à ocupação de setores administrativos, inclusive com a possibilidade de transferência da Secretaria Municipal de Saúde e de outros órgãos públicos para o local.

Atualmente, o PS não faz intervenções cirúrgicas e nem atendimento de politraumatismos, que serão oferecidos através do novo sistema. Tobias explica que a hemodiálise e o hemocentro, instalados no HB, não devem ser transferidos para o Hospital Regional. O deputado também defende a manutenção da Maternidade Santa Isabel no mesmo local onde hoje ela funciona.

100% SUS

O novo Hospital Regional vai oferecer atendimento exclusivo aos clientes do Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, a instituição hospitalar não oferecerá leitos para convênios privados e nem para particulares. Esse diferencial obrigará o Estado a repassar uma verba de manutenção 60% acima da tabela estipulada pelo SUS, com a possibilidade, que dependerá de negociações, de receber um reforço para bancar a folha de pagamento de seus servidores.

Segundo Tobias, o Hospital Regional vai atender a todas as especialidades da Medicina, inclusive as mais complexas. A instituição será dirigida por uma organização social, sem fins lucrativos, conforme modelo adotado pelo Governo do Estado em 11 hospitais entregues recentemente.

Pelo menos três instituições têm interesse em administrar o Hospital Regional: Universidade do Sagrado Coração (USC), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Associação Hospitalar de Bauru (AHB). A definição da escolha será feita através de propostas. O Estado também vai avaliar critérios, como experiência no setor.

A palavra final será dada pela Secretaria de Estado da Saúde, depois de um amplo processo de discussões, que incluirá o Conselho Municipal de Saúde e outras organizações. A previsão é de que, a partir do início do ano que vem, comecem a ser realizadas as audiências públicas para debater as propostas. Pelo menos três reuniões deverão ser promovidas antes da decisão final.

O contrato a ser firmado entre a instituição e o governo terá validade de um ano. Entre as exigências, consta a elaboração de um relatório completo das atividades a cada três meses. O documento será encaminhado à Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa. A fiscalização vai ficar por conta do Conselho Estadual de Saúde, que atuará em conjunto com o Conselho Municipal de Saúde e técnicos da Secretaria de Estado da Saúde.

Por se tratar de um centro de referência regional, Tobias informou que a nova unidade hospitalar também servirá para treinamento de profissionais do setor de saúde, desde enfermeiras e atendentes até médicos.

O Estado, através da Secretaria de Saúde, vai investir R$ 57 milhões para colocar o hospital em operação, custo que é resultado das obras finais e do aparelhamento da unidade.