De acordo com informações da assessoria de imprensa da companhia, a GCE separa os consumidores comerciais e industriais em dois grupos: A e B. O primeiro grupo é dividido entre estabelecimentos comerciais e industriais que trabalham com alta tensão. Existem, ainda, dois subgrupos para essa categoria, divididos entre os que possuem demanda superior e inferior a 2,5 megawatts de potência.
Os estabelecimentos encaixados na demanda acima de 2,5 megawatts têm meta de consumo variando entre 15% e 25%, dependendo do setor de atuação. Caso a meta não seja cumprida, poderão negociar o excedente em leilões ou através de contratos bilaterais. Um exemplo hipotético é o de dois consumidores comerciais que possuem a mesma meta de consumo, de 100 kWh. Um deles consumiu 80 kWh e, o outro, 120 kWh. Entre esses dois consumidores, o que ultrapassou a meta pode vender o seu excedente ao que consumiu 80 kWh para haver uma compensação para os dois, de forma que ambos atinjam a hipotética meta de 100 kWh sem que nenhum deles tenha que pagar a sobretaxa nem fique sujeito ao corte de energia, se houver reincidência. A compensação poderá ser feita através de um site da própria CPFL disponibilizado somente para essas situações, que é o www.cpflbusiness.com.br, ou através de leilões na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Os consumidores com demanda inferior a 2,5 megawatts têm a mesma variação de 15% a 25% da meta (redução do consumo energético). Nesses casos, o não cumprimento da meta resultará no pagamento da sobretaxa já no primeiro mês em que venha a ser ultrapassada. Porém, o preço a ser pago por essa energia excedente será avaliado pelo Mercado Atacadista de energia (MAE), que trabalha com custos superiores aos cobrados pelas distribuidoras de energia elétrica, segundo informações da assessoria de imprensa da CPFL.
Por outro lado, na primeira vez em que a meta for ultrapassada o cliente não estará sujeito ao corte de energia, nesses casos. Ele terá a chance de equacionar a sua situação compensando o excedente deste mês (hipoteticamente) com o consumo do mês seguinte. Porém, essa chance será oferecida apenas uma vez. Se o estabelecimento comercial ou indústria em questão não conseguir essa compensação no segundo mês, ficará sujeito à suspensão do fornecimento de energia.
O grupo B inclui residências e estabelecimentos comerciais de baixa tensão. De acordo com as regras definidas pela GCE, neste grupo, na primeira vez em que o consumidor descumprir a sua meta de consumo energético, pagará a sobretaxa. Porém, o corte no fornecimento de energia será efetuado somente se houver a reincidência do descumprimento.