26 de maio de 2026
Geral

Seplan adquire técnica no RS para implantar "piscinões"

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

A construção dos piscinões como a principal solução para os efeitos devastadores das águas das chuvas, em Bauru, deu um grande passo, nos últimos dias, com a viagem que a secretária municipal do Planejamento (Seplan), Maria Helena Rigitano, e mais dois técnicos, Adelmo Bertussi (assessor de projetos) e Gilberto Zanardi (engenheiro civil), fizeram a Porto Alegre para participar de seminário dedicado exclusivamente ao assunto. A solução dos problemas provocados pelas águas das chuvas em Bauru é uma das grandes preocupações da administração do prefeito Nilson Costa.

Durante a visita à capital gaúcha, a secretária pôde fazer muitos contatos e visitas considerados muito proveitosos para os trabalhos de sua pasta.

Na terça-feira, ouviram a palestra sobre o Gerenciamento da Drenagem Urbana, proferida pelo professor Carlos E. M. Tucci, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e, nos dias 11, 12 e 13, os bauruenses puderam participar de seminário com os maiores especialistas da área, e com o pai dos piscinões de São Paulo, engenheiro Aluisio Canholi.

No último dia da viagem, o tempo esteve reservado para visitas a várias obras, em Porto Alegre, inclusive a alguns tipos de barragem de retenção, os piscinões. Porto Alegre construiu algumas dessas barragens e nos últimos dois ou três anos já teve a oportunidade de testá-las no período das chuvas, resultando em efeitos muito positivos, conforme as primeiras avaliações. Na capital do RS, as barragens são utilizadas como solução no período das chuvas e transformadas em áreas de lazer durante todo o restante do ano.

Entre os itens amplamente debatidos no encontro, foi dada muita importância a que os municípios implantem o seu Plano Diretor de Drenagem Urbana, destacando-se a preocupação com o zoneamento nas margens dos córregos.

A equipe bauruense ficou muito satisfeita porque o projeto preliminar com a finalidade de construir um piscinão na região do Anfiteatro Vitória-Régia, desenvolvido com estudos eminentemente locais, recebeu a total aprovação dos especialistas aos quais foi submetido, o que deixa claro que os técnicos bauruenses estão no caminho certo no que diz respeito à solução para o grave problema das destruições e enchentes no período das chuvas. Na Secretaria do Planejamento de Porto Alegre, a secretária bauruense conheceu vários detalhes do que está sendo realizado naquela capital e das soluções de várias questões comuns a todos os municípios. Obteve e trouxe para Bauru cópia do Plano Diretor daquela cidade.

Maria Helena também convidou os maiores especialistas no assunto para palestra no Curso de Engenharia da Unesp e observação in loco dos problemas bauruenses. Convites foram aceitos, faltando apenas definições de datas.

Projeto do piscinão

A proposta inicial de piscinão do parque Vitória-Régia consiste em canalizar a água dos bairros das regiões altas que cercam a avenida Nações Unidas - Vila Universitária, Jardim Panorama, Jardim Infante D. Henrique, parte do Centro e do Higienópolis - ao parque. A água seria contida pela barragem, de forma que o anfiteatro e a nascente do córrego das Flores ficassem preservados.

A barragem está projetada para conter uma quantidade de água equivalente à maior chuva prevista para a região de Bauru - 100 milímetros por hora. A penas em casos de chuvas torrenciais o local seria coberto pela água até a altura de cerca de um metro e meio abaixo do nível da calçada, um procedimento que duraria aproximadamente 20 minutos.

A água seria armazenada no Vitória-Régia por duas horas e meia e seria liberada lentamente, rumo ao canal do córrego das Flores, que passa sob a Nações Unidas e desemboca no rio Bauru. Diversas providências referentes ao projeto estão sendo estudadas, como a questão da segurança para a população, já que a área é aberta; a limpeza após cada acúmulo de água e da manutenção do local.

Atualmente, o canal que conduz a água das chuvas de forma subterrânea não suporta toda a quantidade de água em dias de temporais. O problema é notado com a destruição dos asfaltos, os acidentes provocados e a inundação da avenida Nações Unidas nas proximidades da rodoviária.