09 de julho de 2026
Geral

Sindicalistas e secretário da Semel se desentendem

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A panfletagem promovida pela diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel), ontem à tarde, acabou na delegacia. A Polícia Militar precisou ser acionada porque sindicalistas e o secretário da Semel, José Roberto Franco, o Sapé, desentenderam-se.

Sônia Carvalho, diretora do Sinserm, afirmou que Sapé se exaltou com a presença dos sindicalistas e tentou agredir fisicamente a também diretora Idelma Corral. Já Sapé alegou ao JC que as sindicalistas entraram nas dependências internas da secretária sem autorização, causaram tumulto, mas nega que tenha tentado agredir alguém fisicamente.

Os servidores municipais estão em greve por reajuste salarial há exatas duas semanas. O movimento, que tem adesão parcial dos servidores mas não chega a paralisar as atividades de nenhum setor da Administração Municipal, pode ter fim hoje. Está agendada para, às 9 horas uma reunião entre representantes da Prefeitura e do Sinserm.

Ontem pela manhã, um grupo de servidores em greve foi ao Banco de Sangue fazer doação. No final da tarde, os grevistas fizeram uma carreata que saiu do Departamento de Apoio Operacional, que fica na rua Aparecida, passou por várias ruas do Centro, estação ferroviária, Câmara Municipal, e terminou na sede do Sinserm.

De acordo com Sônia, um grupo formado por diretoras do Sinserm e grevistas, percorreu os prontos-socorros e regionais administrativas ontem entregando panfletos sobre as reivindicações da categoria e as propostas da Prefeitura até agora. No entanto, segundo a sindicalista, na Semel o grupo foi mal recebido.

Sônia disse que Sapé questionou se as sindicalistas haviam ido à Semel para incitar os funcionários a entrar em greve e teria iniciado a agredi-las verbalmente. Ela, que ressaltou que a lei garante ao sindicato o direito de acesso aos locais de trabalho da categoria para conversar com os trabalhadores, disse que o secretário chegou a tentar desferir um soco em uma das diretoras, mas foi contido por ambas as partes.

No desentendimento, uma câmera filmadora de um dos assessores do Sinserm acabou caindo ao solo. Já na versão de Sapé, as sindicalistas chegaram à Semel causando tumulto e agrediram verbalmente os funcionários da secretaria que estavam trabalhando. Ele também disse que as sindicalistas subiram para o andar superior da secretaria sem autorização, quando ocorreu o desentendimento, mas nega qualquer tentativa de agressão física. Ao final, ambas as partes foram para delegacia.