Os trens de passageiros de longo percurso não mais existem em nosso país, em razão da falta de investimentos no setor, a partir dos anos 70. Esquecidas e abandonadas, pouco a pouco as ferrovias foram sendo marginalizadas e ao final privatizadas, deixando apenas a lembrança nas mentes daqueles que tiveram o privilégio de as conhecer e de utilizá-las. Não só antigos ferroviários, como também usuários da Noroeste, nas décadas de 20 e 30, devem se lembrar e com muito carinho dos trens Almofadinha, prefixos P-3 e P-4, que trafegavam entre Bauru e Lins. No final da década de 40 a administração da ferrovia fez com que circulassem até Araçatuba, quando então perdeu aquela denominação. No lugar destes foram criados os trens M-1 e M-2, que eram rebocados pelas locomotivas 621, 622 e 623.
Os horários destes trens foram programados de forma a atender principalmente aos estudantes que viajavam para Bauru, daí o nome de Trem dos Estudantes. Embarcavam eles em P. Alves, Mirante, Araribá, Avaí, Posto 41, Nogueira, Tibiriçá e Val de Palmas para cursar em Bauru o Ginásio ou Colégio no Guedes de Azevedo, Ernesto Monte, São José e Liceu Noroeste.
Certamente, aqueles meninos e meninas se tornaram mães e pais e hoje já são avós e avôs e ficarão contentes de se lembrarem com maiores detalhes sobre o Trem dos Estudantes e da incomensurável beleza daquela juventude que parecia jamais acabar, mesmo vendo quase todos os dias aqueles chefes de trens de mais de cinqüenta anos de idade, como: Norberto Barbosa, Bortolo Rinaldi, Teodoro Staiano, Antonio Eduardo do Nascimento, Antonio de Araújo, José Moreira de Freitas, Celino Batista dos Santos etc., todos falecidos. (Vivaldo Pitta - RG: 6.028.556)