11 de julho de 2026
Geral

MULHER & POLÍTICAS PÚBLICAS: O que significa não fugir da Luta!

Rosa Maria Morselli
| Tempo de leitura: 2 min

Vocês poderão dizer: de novo, Rosa Maria? Sim, escrevo novamente. Hoje tenho um motivo muito especial para estar nesta colune do leitor. Adotei este título, o qual pretendo usar outras vezes porque a participação das mulheres na política tornou-se um foco dos meus interesses, há bastante tempo. Foco este que até 2016 não estará voltado para política partidária e sim para o exercício da verdadeira participação política; trabalharei na mobilização, na articulação para a visibilidade das ações praticadas pelas, para e com as mulheres, em defesa da vida, dos direitos humanos e constitucionais das pessoas, estejam elas no seio das famílias, na rua, na sociedade ou ocupando equivocadamente postos de poder: tanto na execução e financiamento das políticas públicas quanto nos órgãos fiscalizadores.

Parece até que estou magoada né? Magoada não; estou farta de certas práticas ultrapassadas. Estou farta de ouvir mulheres criticando/fofocando com maldade as atitudes de outras mulheres; mulheres que não querem ser protagonistas e se deixam levar por políticos de carreira (as conhecidas apoiadoras e amigas de carreira, estas só buscam benefícios pessoais, usam apenas o discurso do coletivo).

Não temos mais tempo para a fogueira das vaidades. Nem para mentiras e muito menos para oportunismos eleitoreiros. Temos urgência de projetos eficazes; temos urgência de ações imediatas e positivas no sentido de sanar os problemas graves que acumulam diariamente. As crianças precisam de nós (uma cidade que colocou um prefeito na rua, não consegue resolver os problemas que a rua apresenta - urge que encontremos soluções viáveis e imediatas); as mulheres precisam ser ouvidas, enfim as mulheres precisam fazerem-se reconhecidas em sua capacidade de propor o novo de forma simples.

Voltando às políticas públicas, e à capacidade de lutar, que nós mulheres temos. Estas palavras acima formam um ensaio, uma introdução ao que eu realmente quero dizer hoje: quando iniciei esta carta eu queria enaltecer, agradecer e aplaudir uma dessas mulheres, que na minha humilde opinião, faz política de construção, de transformação e de garantia de direitos humanos e constitucionais. Uma mulher que também descobriu como transformar demanda social em política pública. Uma mulher que colocou toda a sua capacidade empreendedora a serviço da comunidade. Uma mulher que não mediu esforços, que se auto-financiou muitas vezes para buscar o conhecimento que o cargo exigia. Uma mulher que conheço pouco, mas me enche de orgulho saber que as crianças do Estado de São Paulo a terão na Presidência do Conselho Estadual de Defesa de Seus Direitos Humanos e Constitucionais. Senhora Maria Perroni, Bauru deveria fazer festa para celebrar a sua eleição à Presidência do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. A senhora já demonstrou que tem preparo para uma missão importante quanto esta. A cidade tem muito a ganhar com isso. Conte com nosso apoio e reconhecimento durante este desafio. (Rosa Maria Morselli - Instituto Terra Viva - Mulher, Família e Sociedade)